De volta à liderança do Campeonato Brasileiro, o São Paulo tenta ratificar a posição privilegiada neste domingo (6), contra o Sport, no Morumbi, às 16h (de Brasília). Será a primeira vez que os comandados de Fernando Diniz entrarão em campo defendendo a ponta da tabela, após conquistá-la na quinta-feira (3), na vitória sobre o Goiás.
A última oportunidade em que o Tricolor foi líder isolado da Série A (não dividindo com alguém, como na segunda rodada do ano passado) foi entre agosto e setembro de 2018. Na ocasião, o uruguaio Diego Aguirre era o comandante e tinha em mãos um elenco de nomes conhecidos, alguns veteranos, e que não conseguiu solidificar a arrancada para o título.
O time-base daquele São Paulo de dois anos atrás era: Sidão; Eder Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson, Liziero e Nenê; Rojas, Diego Souza e Everton. Foi essa formação que venceu o Vasco por 2 a 1, em 5 de agosto, e colocou o clube na ponta da tabela pela primeira vez, ao final da 17ª rodada.
Esse jogo marcou o adeus de Militão, vendido ao Porto por 4 milhões de euros e mais tarde comprado pelo Real Madrid por 50 milhões de euros. Lateral nos últimos momentos no Morumbi, o brasileiro ainda luta por espaço na zaga merengue, com Raphael Varane e Sergio Ramos.
A saída de Militão abriu um buraco na defesa tricolor, que nem Bruno Peres e nem Régis conseguiram corrigir. Aguirre chegou a testar outras opções, como Araruna e até Rodrigo Caio, improvisado, mas não conseguiu solucionar os problemas do setor.
Os destaques da versão 2018 do São Paulo estavam no ataque. Os veteranos Nenê e Diego Souza tiveram uma boa fase juntos, comandando uma equipe que contava com a dinâmica de Rojas e Everton pelas pontas como parte fundamental de seu sistema de jogo, que era atacar sempre em velocidade.
Diego Souza terminou aquele Brasileirão com 12 gols, mas deixou o Morumbi no começo do ano seguinte, após a contratação de Pablo. Nenê teve o auge no primeiro turno do campeonato, caiu de produção depois e chegou a ser apontado como pivô para a saída de Aguirre do comando técnico.
O caso mais curioso aconteceu com Everton, meia-atacante que custou R$ 15 milhões, encaixou perfeitamente na filosofia do São Paulo de Aguirre, mas desandou a partir da primeira lesão, sofrida na vitória por 1 a 0 sobre o Ceará. Sua saída coincidiu com a queda do time, que patinou até acabar em quinto lugar. Hoje, Everton defende o Grêmio, que o trocou por Luciano, destaque no Morumbi.
Outros nomes não citados e que compunham aquele elenco de 2018 eram o zagueiro Anderson Martins (que rescindiu há poucos meses para ir ao Bahia), o volante Jucilei (sem clube), o lateral-esquerdo Edimar (atualmente no Red Bull Bragantino) e o atacante Santiago Tréllez (reserva na equipe atual).
Esse time fez o São Paulo ser líder por oito rodadas em 2018, seis delas consecutivas. Agora, cabe à equipe liderada por Daniel Alves brigar pelo seu espaço.
