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Flamengo: Vestiário após queda na Libertadores tem choro e incompreensão com decisões de Rogério Ceni

Mais uma eliminação precoce, e os bastidores fervem no Flamengo. O momento dentro de campo acirrou brigas políticas e divergências sobre o futuro do clube. No vestiário, as decisões de Rogério Ceni são incompreendidas pelos jogadores.

O treinador tem boa relação com elenco, foi bem recebido, e todos acreditam ter sido uma boa contratação. Mas algumas decisões dele têm demonstrado certa insegurança internamente.

Léo Pereira achava que ia jogar. É o atleta que tem atuado pelo lado esquerdo da zaga, treinou e estava certo de que iria para o jogo. Mas na hora de divulgar a escalação, Ceni resolveu colocar Gustavo Henrique, que vinha atuando pela direita - ele também treinou pela esquerda, posição que já atuou no Fla e no Santos.

VITINHO PREFERIDO

Outra decisão tem incomodado: Vitinho é querido entre os jogadores, mas parte do grupo não entende a escolha por ele. Nos treinamentos, Rogério conversa com vários jogadores, e Vitinho é um dos que mais recebem a atenção do treinador. Ceni tem priorizado a escalação do jogador, bastante questionado pela torcida. Um dos atletas rubro-negros disse à ESPN que o grupo foi pego de surpresa quando Rogério substituiu os medalhões Everton Ribeiro e Arrascaeta e deixou Vitinho, que já tinha perdido gols, dentro de campo.

Além disso, a volta de Rodrigo Caio e a opção de Pedro no banco de reservas foram assuntos e geraram questionamentos. Ambos voltaram a treinar juntos, mas o zagueiro não atuava havia mais de dois meses, enquanto Pedro não jogava há duas semanas. O zagueiro estava sem ritmo de jogo, mas foi escalado de início; Pedro ficou no banco com a desculpa de que só poderia ser usado por 30 minutos. Mais uma vez o critério não foi entendido.

FALTA DE COBRANÇA E DM NA BERLINDA

A diretoria rubro-negra, que já não era unida, está ainda mais rachada. Parte dela critica a falta de cobrança aos atletas - há a opinião de que o foco do grupo não tem sido o mesmo. O trabalho e o poder do departamento médico têm sido altamente questionado internamente. Dirigentes não entendem como o chefe Márcio Tannure resolveu trazer um preparador físico e um fisioterapeuta novos em meio à pandemia e que nunca trabalharam com futebol.

"Tannure alegou que todo profissional precisa de um começo. Mas que começasse na base, não no profissional", afirmou um dirigente rubro-negro à reportagem.

Internamente, o departamento médico sabe da pressão, mas não aceita as críticas. "Estamos em um momento difícil. E a recuperação passa também por todos, inclusive dos atletas que precisam estar focados", disse um membro da comissão.

CHORO NO VESTIÁRIO

O clima no vestiário após a eliminação era de velório. Willian Arão, que perdeu o pênalti decisivo após ter feito o gol da salvação nos acréscimos, era um dos mais abatidos e recebeu apoio de todos. Alguns dos atletas mais novos choraram abraçados a outros. Não houve cobrança. Apenas palavras de incentivo.