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Champions League: o segredo por trás do sucesso do Borussia Monchengladbach

O Borussia Monchengladbach ainda tem um difícil caminho pela frente para conseguir uma vaga nas oitavas de final da Champions League, sendo que recebe a Inter de Milão nesta terça-feira e irá visitar o Real Madrid na última rodada. De qualquer forma, o time alemão já pode ser considerado uma das sensações desta edição, uma vez que lidera a chave, é um dos sete invictos do torneio (ao lado de Bayern de Munique, Manchester City, Chelsea, Sevilla, Lazio e Barcelona) e já tem ao menos garantido um lugar na Europa League com duas rodadas de antecedência.

Tudo isso em um grupo em que a última colocação seria normal, dada a dificuldade dos adversários. Além dos dois gigantes do futebol europeu, o Monchengladbach caiu ao lado do Shakhtar Donetsk, semifinalista da última Europa League e que venceu o Real Madrid na Espanha no fim de outubro. Os ucranianos, porém, foram duas vezes atropelados pelos germânicos, que ganharam por 6 a 0 fora e por 4 a 0 em casa.

Já nos outros dois confrontos, os empates do Gladbach por pouco não foram vitórias. Isso porque vencia a Inter de Milão na Itália por 2 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo, enquanto superava o Real Madrid por 2 a 0 quando o relógio marcava 41 minutos da etapa final.

O surpreendente sucesso dos Potros é uma extensão de uma ótima temporada 2019-20, em que terminou na quarta colocação da Bundesliga pela primeira vez em quatro anos e teve sua maior pontuação (65) desde que o time de Lucien Favre foi o terceiro colocado com 66 pontos em 2014-15. Além disso, a equipe teve seu melhor ataque no Campeonato Alemão (66 gols) desde 2015-16 e sua melhor defesa (40 gols sofridos) desde 2014-15.

O futebol convincente e o desempenho equilibrado coroaram o primeiro ano de Marco Rose, que assumiu como técnico do time após duas boas temporadas à frente do Red Bull Salzburg. O treinador de 44 anos conseguiu tudo isso, mesmo perdendo um dos nomes mais importantes do elenco: Thorgan Hazard.

Por outro lado, chegaram peças de impacto: os laterais Stefan Lainer e Ramy Bensebaini e os atacantes Breel Embolo e Marcus Thuram. O último, filho de Lilian Thuram, campeão mundial com a França em 1998, virou um dos destaques do elenco, sendo que foi o artilheiro do time em 2019-20 com 14 gols marcados. Por falar no setor ofensivo, a equipe teve o terceiro maior número de finalizações no alvo na Bundesliga passada (199), ficando à frente do vice-campeão Borussia Dortmund (193), por exemplo.

Além dos nomes que chegaram, outros que já estavam no clube conseguiram destaque, como os meio-campistas Florian Neuhaus e Jonas Hofmann, que estrearam pela seleção alemã em outubro. O primeiro, inclusive, esteve nas três últimas convocações. Matthias Ginter é outro nome da seleção, mas este já estabelecido.

Além disso, o capitão Lars Stindl recuperou a importância ao longo da campanha passada, após ter perdido os dez primeiros jogos por problema físico. Na atual, bem fisicamente, o meia-atacante de 32 anos é o artilheiro do clube com seis gols, além de ter distribuído três assistências.

Na Champions, Stindl vive um grande momento, tendo anotado dois gols e duas assistências nas duas últimas rodadas, que representaram o placar agregado de 10 a 0 sobre o Shakhtar. Agora, o capitão poderá ajudar seu time a escrever mais um capítulo de sucesso. Uma vitória irá confirmar a classificação, algo que tinha apenas 34% de chance de acontecer antes do início da fase de grupos, segundo o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e nas competições como um todo.