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Bielsa sobre a morte de Maradona: 'Perder um ídolo é algo que nos faz sentir mais fracos'

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'Herói, vilão, trapaceiro e gênio': como Inglaterra reagiu à morte de Diego Maradona (3:11)

O craque não resistiu a uma parada cardiorrespiratória sofrida na casa da filha dele, no bairro Vila Nova, zona metropolitana de Buenos Aires, neste 25 de novembro. (3:11)

A morte de Diego Armando Maradona segue comovendo o mundo do futebol. Nesta quinta-feira (26), durante conversa com jornalistas ingleses, Marcelo Bielsa lamentou o falecimento do ídolo argentino, vencedor da Copa do Mundo de 1986. Para o treinador do Leeds United, a morte de 'El Pibe de Oro' é um duro golpe para todos os argentinos, principalmente aqueles apaixonados pelo esporte.

“Ele não poderia ser maior. Era e continuará a ser um ídolo. O fato de ele não estar mais conosco nos traz uma grande tristeza. Ter perdido um ídolo é algo que nos deixa fracos”, afirmou o treinador.

“Diego nos fez sentir uma fantasia como só um ídolo pode fazer. O mito de que essa pessoa é, o que ela faz, nos faz acreditar que nós também podemos fazer. Por isso a perda de um ídolo machuca tanto os mais excluídos, indefesos, porque são os que mais precisam acreditar que é possível triunfar”.

Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa na cidade de Tigre, na Grande Buenos Aires, na última quarta-feira. Ele já estava com a saúde bastante prejudicada e no início do mês tinha sido submetido a uma cirurgia no cérebro para drenar uma pequena hemorragia.

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Aos 60 anos, ele deixou cinco filhos (Diego, Diego Fernando, Dalma, Gianinna e Jana) e a esposa. As marcas no futebol jamais serão apagadas. Vão além dos títulos da Copa de 1986 e dos Campeonatos Italianos e da Copa Uefa pelo Napoli. Maradona eternizou a marca de um ídolo irreverente, polêmico, provocador, falho, preocupado com o social e sobretudo humano.

Maradona: multidão se despede de em velório

As portas da Casa Rosada ainda nem tinham sido abertas oficialmente para o velório de Diego Armando Maradona e uma multidão já aguardava ao lado de fora da sede da presidência da Argentina, em Buenos Aires, aos prantos.

O local, símbolo máximo do poder nacional, recebeu o corpo do craque ainda na madrugada acompanhado pela família para um velório público nesta quinta-feira (26). Os portões foram abertos 6h e estarão liberados até 16h locais.

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Por volta das 7h30 houve um pequeno tumulto, com muitos fãs tentando ingressar no salão da Casa Rosada ao mesmo tempo. O empurra-empurra derrubou grades de proteção e gerou problemas para os policiais. Durou poucos minutos e houve até detidos do local.

Os fãs de Maradona passam por um corredor, do qual podem ver caixão, que está fechado e coberto com uma bandeira da Argentina. São poucos minutos para a última homenagem. Alguns atiram flores, outros camisas de clubes e da seleção.

As autoridades preveem que a Casa Rosada receba mais de um milhão de pessoas. A imprensa argentina diz que haverá um momento reservado para que os companheiros de Maradona na Copa do Mundo de 1986, a única vencida por ele, façam sua despedida.

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