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Ex-São Paulo elege 'melhor' do atual elenco e diz por que não crê em título brasileiro para time de Diniz: 'Vive uma gangorra'

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Ex-São Paulo não crê em título brasileiro para time de Diniz na temporada: 'Vive numa gangorra' (1:04)

Sidney Moraes conversou com o ESPN.com.br: 'O São Paulo não tem time para ser campeão brasileiro' (1:04)

Nesta quarta-feira (25), o São Paulo entra em campo contra o Ceará, no Castelão, em duelo atrasado da 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Se vencer, e o Atlético-MG perder para o Botafogo, no mesmo dia, no Mineirão, em compromisso pela 23ª rodada, o Tricolor assume a liderança da competição.

Apesar do bom momento que a equipe comandada pelo técnico Fernando Diniz vive no Brasileirão, com uma sequência de 12 jogos de invencibilidade e seis vitórias conquistadas nesse período, há quem aposte que o São Paulo não sairá campeão brasileiro ao fim da temporada.

Revelado nas categorias de base do clube e campeão paulista em 1998 pelo mesmo, o ex-volante Sidney Moraes, que atualmente trabalha como treinador, não vê, nesse momento, o São Paulo faturando o título brasileiro. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, ele afirmou que, na sua visão, o Tricolor tem mais chances na Copa do Brasil.

“Sinceramente, não acredito. Acho que o São Paulo não tem time para ser campeão brasileiro. Posso até queimar a minha língua, mas no momento não vejo isso. O São Paulo vive uma gangorra, é um time que teve bons resultados antes da pandemia, depois voltou a pandemia, caiu, agora se encontrou novamente, teve bons resultados agora. Está vivendo um momento bom, fez um belíssimo jogo contra o Flamengo...O São Paulo está num momento bom, achou o Brenner agora, iluminado, que está fazendo gol de tudo quanto é jeito, mas não vejo o São Paulo brigando pelo título brasileiro na frente de Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Flamengo, Palmeiras”, começou por dizer.

“Por que eu digo isso? Digo em termos de regularidade. O Campeonato Brasileiro é um campeonato que é preciso ter regularidade. E acho que o São Paulo, como falei, é uma equipe boa, mas que oscila muito dentro da competição. Pela análise que eu faço, acredito que o São Paulo tem mais chances de dar certo na Copa do Brasil e chegar muito mais do que no próprio Campeonato Brasileiro. É uma opinião minha, agora, nesse momento, mas a gente sabe que futebol o São Paulo pode disparar, se encorpar e, de repente, no Campeonato Brasileiro, chegar no fim e ser campeão brasileiro. Isso também pode acontecer”, prosseguiu.

Além do clube, Sidney também conhece muito bem o comandante do São Paulo no momento. Após ter atuado com Diniz no Fluminense, ele teve a oportunidade de enfrentá-lo, já como treinador, enquanto ele estava à frente do Audax. E, na sua opinião, o técnico são-paulino mudou um pouco o seu estilo de jogo, diferente do que mostrou no próprio Tricolor das Laranjeiras, Athletico-PR, entre outros clubes por onde passou anteriormente.

“Acho que o Diniz mudou um pouco o jeito que ele jogava. Não está jogando tanto quanto ele jogava no Fluminense, Audax, acho que ele mudou um poquinho isso. Você ve o time do São Paulo, é mais posicionado, não é igual a antigamente que era realmente difícil para marcar a equipe do Diniz. Eu, por exemplo, fui treinador da Ponte Preta e enfrentei ele, ele estava no Audax, e isso foi uma situação difícil mesmo porque a equipe dele rodava toda, mantinha a posse de bola, os jogadores sem função, posição, e era uma coisa muito bem treinada da parte dele. Isso é uma coisa que dificultou muitas equipes e por isso que ele surpreendeu no futebol brasileiro. Hoje, eu vejo um São Paulo mais posicionado, que às vezes faz algumas coisas do estilo dele, como na saída de bola, puxa o Daniel Alves perto, para poder se aproximar para as jogadas aos dois zagueiros, mas não é como antigamente, até pela volúpia que tem porque o time ficava muito exposto e, às vezes, ele tinha dificuldade. Criava, criava, mas era muito vulnerável e acabava perdendo os jogos. Ele mudou um pouco, está mais preocupado com a parte defensiva para não ficar muito vulnerável”, opinou.

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Sidney Moraes conversou com o ESPN.com.br: 'Hoje, o São Paulo é um time um pouco mais posicionado'

Por último, o ex-jogador também fez questão de ressaltar a importância do atacante Luciano nesse time do São Paulo. Para ele, o camisa 11 é o principal nome do atual elenco tricolor e comparou sua importância com a de outros jogadores como Brenner e Daniel Alves.

“O Diniz tem um jogador que acompanha ele há muito tempo. Esse jogador, a gente deveria ter os olhos mais atentos a ele, que faz uma diferença no time do São Paulo quando foi contratado. Chama-se Luciano, para mim é um cara que toda a bola que ele recebe é sempre em diagonal, em direção ao gol, muito técnico, além de tudo, tem um aproveitamento muito bom de finalização, faz gols e, para mim, no São Paulo, eu chamaria atenção dele porque é um cara que realmente gosta da bola e, quando as coisas apertam, sempre está com a bola no pé, procurando o jogo, e sempre sendo o equilíbrio da equipe do São Paulo”, começou dizendo.

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“É o mais criativo. O Daniel Alves é um bom jogador, é um nome que a gente tem que respeitar, mas ele está jogando de volante, então, para mim, o jogador que faz a diferença é o Luciano, na parte de transição e criação ofensiva, principalmente, num chute no gol, na enfiada de bola, técnico, tem uma leitura de jogo boa. Ainda tem velocidade para ir no enfrentamento 1 contra 1, então é um cara que eu acho que faz uma diferença naquela equipe. Acho que sim (faz mais diferença que o Brenner) porque as pessoas ficam preocupadas com ele. O Brenner é um finalizador que está com cheiro de gol e que, se deixar, ele faz gol. Mas, se você marcar o Luciano, a bola não chega no Brenner, então é o jogador que cria, que pode criar. Não que não tenha a bola enfiada por outros, que a gente não consiga uma bola do Daniel Alves, do Reinaldo, mas acho que a atenção de todas as equipes que vão jogar contra o São Paulo, os treinadores se preocupam muito com o Luciano porque, além de ter uma leitura de jogo, ele chuta no gol, finaliza muito bem, é um cara que tem cheiro de gol, faz gols, e isso é fundamental, e conhece o Diniz também, jogou com ele no Fluminense, e lá, ele e Everaldo eram o diferencial, jogaram muito na equipe do Fluminense”, finalizou.

Além da partida contra o Ceará, o São Paulo tem outros dois jogos atrasados a cumprir pelo Brasileirão: Goiás, fora de casa, pela 1ª rodada, e remarcado para o dia 3 de dezembro, e Botafogo, no Morumbi, pela 18ª rodada, no dia 9 do mesmo mês.