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Português revela acerto com o São Paulo para 2013 e explica por que nunca assumiu o clube: 'Uma pena'

Antes de Paulo Bento treinar o Cruzeiro, bem antes de Jorge Jesus revolucionar o Flamengo, outro técnico português teve a chance de trabalhar no futebol brasileiro. Nesta segunda-feira (2), André Villas-Boas revelou que tinha um acordo fechado para assumir o São Paulo em 2013, mas tudo não saiu do desejo.

Em entrevista ao Esporte Interativo antes da partida do seu Olympique de Marselha contra o Porto, pela Champions League, o português contou detalhes da negociação com o Tricolor do Morumbi. Disse ter se encontrado com o então presidente Juvenal Juvêncio, em meados de 2012, e acertado que começaria a trabalhar na pré-temporada para o ano seguinte.

O São Paulo, na época, era comandado por Emerson Leão, que acabou demitido em junho após uma sequência de maus resultados. Juvenal teria ligado para Villas-Boas na tentativa de antecipar a sua chegada, mas o português, demitido pelo Chelsea três meses antes, se recusou a assumir o trabalho antes da data combinada.

"Foi curioso porque era para ser meu próximo passo após minha saída do Chelsea. Encontro com o Juvenal Juvêncio não foi na sua casa, não recordo quem estava, acho que foi na casa do vice-presidente do São Paulo. O que estava acordado, e era uma obrigação minha, era entrar para o estadual de 2013, porque haveria uma série de mudanças que eu queria implementar e não podia fazer no meio da temporada. E foi por causa disso que falhou", disse o português.

"Naquela altura o Emerson Leão estava pressionado pelos resultados, e o Juvenal decidiu mudar. Me ligou e eu disse que não assumiria dentro do Brasileirão. Assim caiu esse acordo em 2012, com muita pena minha. Sempre tive a vontade de treinar no Brasil", afirmou Villas-Boas.

Sem o português, o São Paulo acabou fechando com Ney Franco, que no mesmo ano levou o clube à conquista da Copa Sul-Americana, último título levantado pelo time do Morumbi. Já André Villas-Boas foi contratado pelo Tottenham, onde ficou até dezembro de 2013.

Será que ele aceitaria um convite para trabalhar no Brasil, após o sucesso de Jesus e a aposta recente do Palmeiras em Abel Ferreira? Pelo visto, não.

"Agora que me restam menos anos de carreira, penso já não ser mais possível. Queria entrar em contato com o talento puro de vocês (brasileiros) e ensinar nosso conhecimento europeu, comportamentos táticos e técnicos, para que o talento saia ainda mais completo do Brasil. Tive muita pena que isso não tenha acontecido", encerrou Villas-Boas.