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Conselho do Santos marca reunião que deve liberar os sócios para votarem impeachment de Peres

O Conselho Deliberativo do Santos se reunirá de forma extraordinária e virtual na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro. E a pauta é o impeachment do presidente afastado José Carlos Peres.

Depois da abertura do processo de impeachment, o caso voltou para a Comissão de Inquérito e Sindicância e Peres teve tempo para se defender da acusação de gestão temerária. Agora, a CIS emitirá novo parecer. E os conselheiros decidirão por manter ou não o afastamento do mandatário.

A tendência é o Conselho votar pelo impedimento e deixar a decisão para o associado em assembleia geral. Como José Carlos Peres foi afastado em 28 de setembro, a votação entre os sócios precisa ocorrer até, no máximo, 28 de novembro, 60 dias depois.

Em 2018, Peres continuou presidente até ser “salvo” nessa assembleia entre os associados. Na ocasião, foi criticado por “usar a máquina” durante o período. Desta vez, após alteração no Estatuto Social em 2019, o dirigente precisou ficar afastado até o processo de impeachment ser concluído. E o vice Orlando Rollo assumiu de forma interina.

Vale lembrar que a eleição do Santos está marcada para o dia 12 de dezembro e há oito pré-candidatos até o momento: Andrés Rueda, Daniel Curi, Esmeraldo Tarquínio, Fernando Silva, Milton Teixeira Filho, Ricardo Agostinho, Rodrigo Marino e Vagner Lombardi. Marcelo Teixeira pode ser o 9º.

Irregularidades

O Santos teve R$ 23,5 milhões de superávit em 2019 após a contabilização da venda de Rodrygo. O Conselho Fiscal, porém, atentou para outros fatos, como uso indevido do cartão corporativo e pagamento inapropriado de comissões em negociações.

O CF apontou apontou R$ 28.761,65 gastos por motivação pessoal e sem reembolso. Peres afirmou por várias vezes ter usado o dinheiro para reuniões ou necessidades do escritório do clube em São Paulo.

O Conselho Fiscal também ratificou a preocupação com comissões a empresários. E não obteve os documentos pedidos da venda de Bruno Henrique ao Flamengo, por exemplo.

Outro ponto importante, de acordo com o relatório do CF, é a utilização de escritório de advocacia contratado pelo Santos para defender Pedro Doria, membro do Comitê de Gestão, e também da filha do presidente José Carlos Peres.

Todas essas denúncias foram encaminhadas à Comissão de de Inquérito e Sindicância. Com os documentos, a CIS recomendou o impeachment.