Poucos jogadores da história personificam um clássico de futebol como Lionel Messi em Barcelona x Real Madrid. São 43 jogos, 26 gols e 11 assistências, que o colocam como maior artilheiro da centenária rivalidade e ícone do que representa este jogo. O camisa 10 se prepara para mais um capítulo da história neste sábado (24), às 11h (de Brasília), no Camp Nou, em um confronto de LaLiga que pode até ter um inevitável sabor de despedida.
Messi tem contrato até junho de 2021 e, se dependesse exclusivamente de sua vontade, nem estaria com a camisa do Barça nesta temporada. Assim, é normal imaginar que o craque cumprirá os meses restantes e seguirá a vida fora do clube que o criou, o que transforma o jogo deste sábado no possível último 'El Clásico' no Camp Nou. Um palco de imensas alegrias, marcas e memórias contra o maior rival.
A ESPN Brasil e o ESPN App transmitem Barcelona x Real Madrid, ao vivo, a partir das 11h (horário de Brasília) do próximo sábado (24 de outubro), e o ESPN.com.br acompanha o El Clásico em tempo real, com VÍDEOS de lances e gols.
Dos 43 jogos contra o Real Madrid, Messi atuou 20 vezes na casa do Barcelona, onde, curiosamente, ostenta números piores do que no Santiago Bernabéu. No Camp Nou, o craque venceu menos vezes, tem um aproveitamento inferior, marcou menos gols e deu menos assistências do que quando atua em Madri.
Veja os números:
NO BERNABÉU - 22 jogos, 15 gols, 7 assistências, 12 vitórias, 3 empates e 7 derrotas - 59% de aproveitamento
NO CAMP NOU - 20 jogos, 11 gols, 4 assistências, 7 vitórias, 8 empates e 5 derrotas - 48,3% de aproveitamento
Mas isso não impede que haja lembranças incríveis. E a primeira foi justamente na primeira atuação em 'El Clásico' no Camp Nou. Messi, então um garoto de pouca experiência no time principal e à sombra de Ronaldinho Gaúcho, fez um hat-trick histórico no empate por 3 a 3 com o Real Madrid, pelo Campeonato Espanhol de 2006-07.
Messi voltaria a marcar no clássico seguinte, uma vitória por 2 a 0 em dezembro de 2008, e emendaria uma sequência invicta que só chegaria ao fim em 2012. Nesse período, sob a batuta de Pep Guardiola, ajudaria o Barça a golear o Real Madrid por 5 a 0, no primeiro duelo com José Mourinho, em 2010, e venceria uma semifinal de Champions League. O craque brilhou no jogo de ida, ao marcar os dois gols no Bernabéu, e foi super caçado na semana seguinte, com empate por 1 a 1 na Catalunha.
Em agosto de 2011, Messi ganharia seu primeiro troféu em uma final direta com o Real Madrid. O argentino foi decisivo ao anotar dois gols na vitória por 3 a 2, pela final da Supercopa da Espanha. Um deles foi uma pintura: após passe de calcanhar de Gerard Piqué, 'La Pulga' invadiu a área, deixou Cristiano Ronaldo de joelhos e finalizou com uma cavadinha por cima de Iker Casillas.
No Camp Nou, Messi voltaria a ser campeão contra o Real Madrid, em agosto de 2012, novamente pela Supercopa da Espanha, em mais um triunfo por 3 a 2. Dessa vez, deixou sua marca em uma cobrança de pênalti (Pedro e Xavi completaram a vitória, com Cristiano Ronaldo e Ángel Di María descontando para o Real Madrid).
A época gloriosa, aos poucos, se desfez pelo tempo. Hoje, Messi vive um pequeno jejum contra o eterno rival. Não marca desde 2018 e também não vence no Camp Nou desde março de 2015. De lá para cá, com o ídolo em campo, o Barcelona perdeu duas vezes e empatou quatro, sendo três consecutivas.
Se será ou não o último clássico na capital da Catalunha (existe a chance de confrontos em outros campeonatos que não sejam LaLiga), Messi tem a missão de quebrar tais números e, talvez, fechar com brilhantismo a sua história no Camp Nou. Os números podem até serem melhores no Bernabéu, mas nada apagará tudo o que o eterno 10 viveu ali, perto de sua gente, no quintal de sua casa.
