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Vice do Atlético-MG revela discussão e critica Flamengo: 'É um vexame alguém apoiar a lei do mandante'

Além de criticar fortemente Leonardo Gaciba e o São Paulo, pelos recentes acontecimentos com a arbitragem do Campeonato Brasileiro, Lásaro Cândido também falou do Flamengo. O vice-presidente do Atlético-MG revelou uma discussão com Rodolfo Landim, mandatário do clube carioca, em uma reunião na sede da CBF e atacou a posição rubro-negra com relação à lei do mandante.

O Flamengo foi um dos principais defensores da Medida Provisória 984, assinada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a MP, os direitos de transmissão de uma partida seriam todos do time mandante, que poderia decidir como negociar os valores sem a anuência do adversário. A legislação vigorou por quatro meses e agora perdeu a validade.

"É um vexame alguém apoiar a lei do mandante, você tem que apoiar uma lei que estabelecesse uma negociação coletiva. A lei do mandante não resolve nada, você vai fragmentar. Olha a dificuldade para os clubes apoiarem um projeto... Porque os clubes podiam se reunir e falar: 'Olha, vamos fazer aqui a venda do Brasileirão, é O produto'. Já que não consegue, o legislador poderia fazer isso, mas nem isso os clubes conseguem. É briga para cá, Flamengo com uma medida para resolver e brigar com a Globo... Infelizmente isso acontece", disse Cândido.

O vice-presidente também condenou a postura do Flamengo por, segundo ele, ser contrário ao aumento do número de inscritos para o Campeonato Brasileiro.

"Vou dar um exemplo: na última reunião dos clubes do conselho técnico, a CBF apresentou uma proposta de aumentar de 40 para 50 inscritos no campeonato. Você acredita que o Flamengo votou contra? Tiveram 6 votos contra. O Flamengo veio com a seguinte tese: nossos jogadores já tiveram COVID-19, então para nós não foi atendido na época, o pedido para adiar o jogo, então não concordamos", disse o cartola.

"Eu falei assim para o presidente do Flamengo: 'Deixa eu lhe falar. Sequer tem a prova de que não se pode ter reinfecção. Já têm casos, o vírus é praticamente mutante, a gente tem que conhecer muitas coisas dele. Numa situação de pandemia, a gente não pode aumentar para 50?'. Não, o Flamengo votou contra com mais alguns clubes, mas nós ganhamos a discussão. Coisas básicas", revelou o vice-presidente atleticano.