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Jorge Jesus volta a tribunal em Portugal por contrato vazado e se irrita: 'Nem sei o que estou fazendo aqui'

A manhã de terça-feira foi diferente para Jorge Jesus em Portugal. Nada de treino no Benfica. O treinador teve que, mais uma vez, se apresentar diante de um tribunal, desta vez para ser ouvido sobre o caso conhecido como “Football Leaks”.

Jesus, que em janeiro já havia se apresentado diante de uma corte, para falar sobre a invasão de torcedores ao CT do Sporting, quando era técnico do time, foi ouvido desta vez depois de ter sido um dos alvos do hacker Rui Pinto.

Em setembro de 2015, o Mister teve seu contrato com o Sporting vazado pelo “Football Leaks”, com a revelação de que seus ganhos seriam um recorde no país europeu: 5 milhões de euros (R$ 33 milhões hoje) por temporada, além de prêmios.

"Os contratos dos treinadores não são sigilosos, soube que o meu contrato com Sporting se tornou público, mas isso não me perturba”, disse Jesus. “Não liguei para isso. A mim, não criou instabilidade nenhuma”, completou.

Se a divulgação do contrato não incomodou Jesus, algumas perguntas nesta terça, sim. “Se quer que lhe diga nem sei o que estou fazendo aqui no tribunal. Mas é obrigatório, não é?”, disparou ele, em um depoimento de pouco mais de 15 minutos.

Outa questão que irritou Jesus foi ter de responder mais de uma vez sobre Budapeste, na Hungria, onde Rui Pinto morava. “Mas eu não falo português?! Já disse que só estive em Budapeste uma vez, aos 19 anos, quando fui lá jogar.”

Jesus ainda se confundiu ao responder sobre o período em que treinou o Sporting, citando os anos entre 2014 e 2016, quando, na verdade, o comandou entre 2015 e 2018. Ele garantiu que em todo período, porém, nunca usou o e-mail do clube.

“Nem sabia que tinha conta de e-mail no Sporting. Não sei se o Sporting me criou essa conta. Se o fez, eu não tinha conhecimento”, disse o Mister. “Se eu usei (a conta de e-mail)? Não, nem no Benfica, nem no Sporting”, acrescentou.

Rui Pinto, criador do site “Football Leaks”, responde por um total de 90 crimes em Portugal: além de infrações cibernéticas, também por tentativa de extorsão, em denúncia feita pelo fundo de investimentos “Doyen Sports”.