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Champions: Di María foi de reforço mais caro da história a decepção e vendido ao PSG após só um ano

Ángel Di María está de volta ao Paris Saint-Germain após cumprir quatro jogos de suspensão no Campeonato Francês. O camisa 11 está escalado para a partida desta terça-feira (20), contra o Manchester United, pela primeira rodada da Champions League. Será mais um encontro entre o argentino e o clube inglês, um casamento que não deu nada certo há seis temporadas.

Vice-campeão do mundo pela Argentina, Di María chegou a Old Trafford em 2014 badalado como a contratação mais cara da história do United. Foram necessários 75 milhões de euros para convencer o Real Madrid a abrir mão do meia. O status ficou ainda maior na apresentação, quando o jogador recebeu a mítica camisa 7, usada no passado por George Best, Eric Cantona, David Beckham e Cristiano Ronaldo.

O começo da história foi ótimo. Di María marcou três gols nas cinco primeiras partidas pelo United na Premier League e deu a entender que lideraria o time então dirigido por Louis van Gaal. O brilho, no entanto, se apagou aos poucos. Um ano depois, ele acabou vendido ao PSG por 63 milhões de euros após uma passagem de 32 jogos, quatro gols e 12 assistências. Mas o que deu errado?

Uma pergunta com múltiplas respostas, dentro e principalmente fora de campo. Di María jamais se adaptou à vida em Manchester, uma cidade com pouco sol, que chove com certa frequência e bastante industrial. A esposa do jogador, Jorgelina Cardoso, fez comentários duros e até ofensivos à Inglaterra em uma entrevista em maio de 2020, deixando clara a memória pouco afetiva.

"Sou amiga de Gianinna Maradona (ex-esposa de Sergio Aguero, do Manchester City) e nós estivemos alguns dias com eles antes de morarmos lá. Foi horrível. Quando fomos embora, eu disse para ele (Di Maria): vá para qualquer país, menos a Inglaterra. Você está caminhando na rua e não sabe se vão te matar ou o quê. A comida é nojenta. Todas as mulheres andam sempre maquiadas e produzidas. E eu não sou assim", disse.

O casal ainda passou por uma experiência traumática, de ver a casa em que moravam ser assaltada em janeiro de 2015. O baque foi tão grande que, depois do incidente, Di María e a esposa mudaram-se para um hotel, onde viveram até a transferência para Paris ser consumada.

Em campo, Di María teve problemas físicos e desfalcou o United em 11 partidas na temporada. Nas vezes em que jogou, se desentendeu com Van Gaal, uma vez que o técnico, conhecido mundialmente pelo temperamento explosivo e a dificuldade de lidar com estrelas, o obrigava a fazer várias funções diferentes. Ainda assim, foi quem deu mais assistências no elenco: 12.

"Só fiquei um ano. Não foi o melhor período da minha carreira, ou melhor, não me deixaram ter o melhor período por lá. Houve problemas com o treinador naquela época. Mas graças a Deus, eu pude vir ao PSG para mostrar de novo quem eu sou", comentou Di María, ao ser apresentado em Paris.

O craque voltou a Old Trafford nas oitavas de final da Champions League de 2018-19. Brilhou na vitória por 2 a 0, com assistências para Kimpembe e Mbappé, mas acabou eliminado na França, com derrota do PSG por 3 a 1. Agora, terá mais uma chance de enfrentar o time que não conseguiu brilhar. Ou não teve paciência para tal.