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Palmeiras: 'modelo de jogo', repetido 14 vezes em entrevista, é chave para Miguel Ángel Ramírez trabalhar no Brasil

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Maurício Galiotte: 'O Palmeiras quer um futebol moderno' (2:15)

Maurício Galiotte, presidente do clube, concedeu entrevista coletiva ao lado de Anderson Barros, diretor de futebol, nesta quinta-feira, para explicar a decisão (2:15)

Modelo de jogo. O termo foi repetido na entrevista coletiva de Maurício Galiotte e Anderson Barros exatas 14 vezes, no que a dupla de dirigentes garantiu que será a prioridade do Palmeiras na busca de um novo treinador, depois da demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Segundo apurou o ESPN.com.br, o nome preferido no momento nos bastidores alviverdes é o de Miguel Ángel Ramírez, do Independiente Del Valle, técnico que já deixou claro: convicção em relação a seu estilo é fundamental para que ele aceite um dia trabalhar no Brasil.

“Veja, entendo que o clube que me chama, sabe quem está chamando. Não sei, o Betis, quando chama o Setién, sabe quem está chamando. Quando o Atlético de Madrid chama o Simeone, sabe quem está chamando. Então, o clube brasileiro que me chama não quer me convencer para eu jogar de certa maneira. Eles estão indo a um mercado para comprar um produto e sabem que esse produto tem uma característica: ele tem 35 anos, joga de certa forma, ele tem a própria maneira", disse ele, ao “Bola da Vez”, da ESPN Brasil.

Além de “modelo”, presidente e diretor de futebol do Palmeiras falaram muito em “filosofia” (dez vezes na entrevista coletiva), “DNA” e “conceito” (oito vezes cada uma).

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Maurício Galiotte: 'O Palmeiras quer um futebol moderno'

Maurício Galiotte, presidente do clube, concedeu entrevista coletiva ao lado de Anderson Barros, diretor de futebol, nesta quinta-feira, para explicar a decisão

Ao ser perguntado sobre o perfil de treinador que o Palmeiras buscaria, por exemplo, Galiotte usou “filosofia” três vezes em uma das primeiras perguntas na quinta. O presidente, contudo, não conseguiu ser tão claro em seguida, quando tentou explicar o que deseja como modelo.

“Em relação ao modelo, a gente sabe o que a gente quer. A gente quer um futebol moderno, uma transição rápida, um modelo de jogo que o palmeirense tem orgulho de ver o time em campo. Um time atacando, que tem as características históricas dos times da Academia.”

Também como já publicou o ESPN.com.br, convicção é importante para Ramírez porque ele não pensa em aceitar um trabalho no Brasil com o risco de ser demitido diante de uma sequência de resultados ruins em seu início. Ele tem “horror” ao imediatismo no futebol.

"Acho que sinto esta profissão de uma maneira diferente. Então, quando me chamam, entendo que já sabem tudo isso. Não dá para ir ao supermercado... Se quero comprar maçãs, vou comprar maçãs, não vou comprar bananas. Ou convencer as maçãs que são bananas. Se vocês me chamam, é porque acreditam que faço um bom trabalho, que estou trabalhando bem, que posso ajudar. E que sua equipe possa jogar e ter um bom rendimento comigo.”

Em dezembro de 2019, após a demissão de Mano Menezes, Galiotte também falou sobre o que nortearia a busca por um novo técnico, dizendo que o “Palmeiras acompanharia as mudanças do futebol”. A escolha, então, foi por Luxemburgo para a atual temporada.

O discurso foi novamente citado nesta quinta.

“O processo não é a gente pensar só na parte ofensiva. É o processo como um todo. A gente pode pensar na parte defensiva, no meio-campo, na parte ofensiva... Desde que a gente construa um modelo claro de jogo. Uma situação que a gente atenda ao DNA do palmeirense, atenda ao que está acontecendo no futebol. O futebol tem passado por mudanças.”

Ainda sem a definição de um novo treinador, o Palmeiras volta a campo neste domingo, fora de casa, às 20h30 (de Brasília), contra o Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro. Na próxima quarta, fecha sua campanha na fase de grupo da Conmebol Libertadores contra o Tigre-ARG.