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São Paulo vai à CBF reclamar de arbitragem, mas reencontrará juíz contestado em seu próximo jogo

A diretoria do São Paulo, representada por Raí e Alexandre Pássaro, esteve nesta quinta-feira na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para conversar com o comando da arbitragem nacional: Leonardo Gaciba e Alício Pena Jr.

O encontro já havia sido programado antes mesmo do empate por 3 a 3 com o Fortaleza, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, que foi marcado por arbitragem bastante confusa - não à toa, a partida também acabou entrando na pauta.

Segundo apurou a ESPN, a Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu que houve erro no tempo de acréscimo concedido no 2º tempo na capital cearense.

"Ponderamos o que a CBF pensava disso. Mas eles disseram que o jogo foi há 40 dias, que ele já foi para a Série B, depois ficou 17 dias sem apitar um jogo e que naquele dia errou em um software", disse o gerente de futebol Alexandre Pássaro.

Além disso, o Tricolor paulista expôs sua insatisfação sobre outros erros contra o clube, em especial a anulação do gol marcado pela equipe contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão. O próprio Gaciba já havia admitido que o VAR cometeu "erro humano" ao se equivocar no traçado das linhas que apontou Luciano em impedimento, quando ele estava em posição legal.

De acordo com apuração da reportagem, o São Paulo viu o encontro como forma de "marcar território" na CBF, evitando assim novos erros num futuro próximo contra a equipe.

"Não é satisfeito a palavra. Satisfeito com a forma séria que fomos recebidos e pudemos ver que eles concordam com os erros. Mas isso não nos satisfaz. Pararem de errar que irá nos satisfazer", afirmou o cartola.

REENCONTRO COM ÁRBITRO DE POLÊMICA

Curiosamente, o São Paulo reencontrará em seu próximo jogo um dos árbitros que foi justamente motivo de reclamação na reunião com a CBF.

Neste sábado, contra o Grêmio, às 21h (de Brasília), o juiz de campo será Rafael Traci, que foi o árbitro de vídeo no jogo contra o Atlético-MG.

Enquanto isso, o árbitro no comando do VAR seria Rodolpho Toski Marques, que apitou o empate contra o Fortaleza, mas ele foi substituído na escala por Elmo Alves Rezende Cunha.

"A troca foi solicitada por nós hoje, e fomos atendidos", afirmou Pássaro.

Foram diversas as reclamações feitas por São Paulo e Fortaleza no que diz respeito à arbitragem de Toski Marques no Castelão.

Enquanto os mandantes ficaram na bronca pelas expulsões de Felipe Alves e Carlinhos, os comandados de Fernando Diniz ficaram incomodados com o tempo de acrescido na segunda etapa e com a não marcação de um pênalti no último lance.

Após o jogo, o treinador do São Paulo expôs toda a sua indignação com a arbitragem, explicando também o motivo de ter sido expulso na parte final da partida.

"Achei a arbitragem muito confusa. Diferente da arbitragem de sábado, que adotou um critério no jogo contra o Palmeiras, levando o jogo marcando poucas faltas, hoje tinha um critério de não marcar muitas faltas e, conforme o jogo vai se desenvolvendo e as coisas vão acontecendo, o critério vai mudando. O lance do Felipe Alves era para mim muito claro, que não precisava do VAR. Foi solicitar o VAR e demorou 11 minutos. O acréscimo jamais poderia ser de nove minutos, só de VAR foram 11. À frente do placar, o Fortaleza também ficou retardando o jogo, mais as substituições, e aí ele dá nove. Tinha que ser no mínimo 11, coisa matemática, e mais dois, três ou quatro", disse Diniz.

"A minha reclamação foi essa. Ele já tinha dado nove minutos, começaram a retardar o jogo bem na minha frente, e eu reclamei do tempo. Ele veio na minha direção e eu disse: ‘Só estou reclamando do tempo, de mais nada’. Me falou que minha expulsão foi por conta da insistência da reclamação", finalizou.