A decisão de demitir o técnico Vanderlei Luxemburgo foi tomada pelo Palmeiras em uma reunião dos dirigentes na noite de quarta-feira, já quase na quinta, na Academia de Futebol.
Segundo apurou a ESPN, Luxa não pediu demissão após a derrota por 3 a 1 para o Coritiba, no Allianz Parque, em jogo iniciado às 18h.
O treinador, inclusive, concedeu entrevista coletiva virtual, que, por motivos técnicos, não entrou ao vivo, mas foi disponibilizada pelo Verdão mais tarde em suas redes sociais.
Na conversa, o comandante falou em tom de continuidade, dizendo que o Alviverde passa por um "processo de reconstrução" e falando até no que faria em breve para mudar a atitude dos jogadores.
Todavia, pouco depois da entrevista ser postada, a reunião na Academia de Futebol decidiu o destino de Luxemburgo (sem o treinador presente).
Na conversa do presidente Maurício Galiotte com sua diretoria de futebol (nomes como o gerente de futebol Cícero Souza e o assessor técnico Edu Dracena participaram da discussão), o mandatário decidiu que era o momento de trocar o comando.
Galiotte vinha sendo um dos maiores apoiadores do trabalho de Luxa, mas, com o péssimo desempenho mostrado pelo Palmeiras contra o Coxa, entendeu que havia chegado a hora de mudança.
De acordo com apuração de reportagem, não foi necessário convencer o presidente palestrino, que já havia tomado a decisão de demitir Vanderlei Luxemburgo antes do início da reunião.
Com isso, às 23h35, o Verdão oficializou a saída do técnico com uma breve nota oficial.
"Vanderlei Luxemburgo não é mais o técnico do Palmeiras. Após a partida desta quarta-feira (14), a diretoria alviverde se reuniu na Academia de Futebol e decidiu pela não permanência do treinador no cargo. O Palmeiras agradece a Luxemburgo pelo trabalho desenvolvido em sua quinta passagem pelo clube, na qual conquistou o Campeonato Paulista de 2020", escreveu.
Agora, o clube do Palestra Itália vai ao mercado em busca de um novo treinador, enquanto Luxa se despede após 36 jogos, nos quais somou 17 vitórias, 14 empates e 5 derrotas.
A tendência é que o comandante escolhido seja um brasileiro, e não um estrangeiro. No entando, ainda não há alvos definidos.
