O presidente da ONG SOS Racisme, Dominique Sopo, falou a respeito do episódio envolvendo Álvaro González e Neymar durante partida do Campeonato Francês e pediu maior ação do poder público a respeito do racismo.
“O racismo interessa menos às autoridades do que a negociação dos direitos da TV. É hora de as autoridades públicas assumirem suas responsabilidades e refletirem para que as federações ajam e ponham fim a essa inadmissível negação”, declarou em entrevista ao jornal Le Parisien.
Durante um jogo entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, em 13 de setembro, Neymar afirmou que foi chamado de "mono" (macaco, em espanhol) por González. O brasileiro foi expulso após acertar um tapa no defensor e acabou suspenso por duas partidas.
Depois da partida, ele pediu desculpas pelas mídias sociais pela reação exagerada, mas reafirmou ter sido alvo de ofensas racistas. O espanhol, no entanto, falou que nunca disse algo preconceituoso contra o brasileiro.
Na última quarta, foi anunciado que os dois não foram punidos pela comissão disciplinar da Liga de jogadores da França (LFP) após acusações de racismo durante o clássico de 13 de setembro na Ligue 1.
“Quando Neymar diz ao vivo que é vítima de comentários racistas, ele não está mentindo. Por que ele teria lançado essas coisas? O que Neymar pede é que o árbitro mande Álvaro se calar. Não estamos falando em um jogador que busca um pênalti quando não é tocado. Ele sabia que não poderia haver punição imediata”, afirmou Sopo.
