Em entrevista ao Sportv, o atacante Ricardo Oliveira, atualmente sem clube, detonou a diretoria do Atlético-MG por como conduziu sua saída do clube.
O centroavante, que completou 20 anos de carreira profissional, disse que aceita o fato de não estar entre as opções do técnico Jorge Sampaoli. Todavia, considerou que o tratamento dado pelo Galo foi "desleal" e com "falta de dignidade".
Suas principais reclamações foram a probição de treinar no CT do clube, além de não poder contar com os serviços dos profissionais da comissão técnica.
Além disso, o não recebimento de salários e direitos de imagens motivaram a entrada na Justiça, que concedeu ao atleta a rescisão contratual.
"Não fazer parte dos planos do treinador faz parte do futebol. Tenho 20 anos de carreira profissional e sei que é assim. Mas a forma em que eu fui tratado...", iniciou.
"Eu não recebi nenhuma ligação de diretor de futebol, de presidente, para falar a mim: 'Ricardo, nós não contamos com você e não queremos que você se reapresente'. Não recebi ligação", disparou.
"Fizeram contato com o meu advogado dizendo que o Ricardo não estava nos planos do treinador, e vamos buscar uma saída. Até aí, tudo bem, não vejo problema nenhum. Mas me proibir de treinar foi o que mais me chateou. Até porque eu não fiz nada, não dei motivo nenhum para ser excluído desse jeito", assegurou.
"Mesmo tendo assinado contrato e sabedor dos meus direitos, não tive nenhum profissional do clube à minha disposição e muito menos a dignidade do diretor de futebol e até mesmo do presidente, de me ligar de homem para homem", reclamou.
Procurado pelo Sportv, a time de Belo Horizonte garante que entrou em contato com os representantes de Ricardo para tratar da situação.
O clube alvinegro ainda relatou que um membro do estafe do atleta disse que ele "não precisava ser incomodado" com o tema", pois "estava em sua fazenda".
EXCLUÍDO DO ZAP
Ricardo Oliveira foi dispensado junto com cinco jogadores: Franco Di Santo, Edinho, Ramón Martínez, Lucas Hernández e José Welison.
Na ação que ingressou na Justiça do Trabalho contra o Atlético, ele pede R$ 3,7 milhões, em valor que engloba atrasos em pagamentos e também indenização por danos morais.
O centroavante alega que foi excluído até mesmo do grupo de WhatsApp dos jogadores alvinegros.
"Como se não bastasse, eu fui excluído de grupo de Whatsapp do time. Ninguém me deu nenhum respaldo em fazer meus treinamentos. Ninguém me ligou no período todo. Informação que chegava para mim era para treinar e seguir fazendo o que foi passado antes da pandemia (...) Meus companheiros recebiam os vencimentos, e eu não recebia os meus. Não recebia absolutamente nada (CLT e direito de imagem). Me senti desrespeitado, porque sempre respeitei as pessoas e gosto de tratar olho no olho", ressaltou.
O Galo, por sua vez, contesta os pedidos do atleta na Justiça, e afirma que qualquer litígio deve ser tratado na CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputas) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol.
