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Guto Ferreira aceita 'Gordiola', mas só com carinho, e diz que seu Ceará é mais 'estilo Liverpool de Klopp'

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Guto Ferreira fala sobre apelido 'Gordiola', diz que carinho o aproximou do torcedor e brinca: 'Ainda preciso estudar muito pra chegar no Guardiola' (1:39)

Técnico do Ceará deu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (1:39)

Técnico do Ceará, Guto Ferreira até ri e brinca quando questionado sobre o apelido 'Gordiola', uma mistura de gordo com Guardiola, mas responde de forma séria e serena: "O que não pode é ser encarado de uma forma pejorativa, discriminatória." Assista à resposta completa no vídeo do topo.

E é assim que o paulista de Piracicaba, no interior de São Paulo, que acabou de completar 55 anos de idade no último dia 7 de setembro encara toda a entrevista exclusiva concedida ao ESPN.com.br, na qual não se furtou a responder nada, inclusive se sua equipe tem alguma semelhança com os esquadrões Liverpool, Manchester City e Tottenham comandados, respectivamente, por Jugen Klopp, Pep Guardiola e José Mourinho.

A postura calma e a voz sem alteração no tom nem de longe lembram aquele treinador à beira do campo, muitas vezes gesticulando e falando alto, até gritando. Deve ter a ver com a experiência de 18 anos como técnico.

Guto Ferreira completa nesta sexta-feira (18) exatos seis meses no Ceará. E já com muito a comemorar: título da Copa do Nordeste ganho em cima do Bahia com direito à eliminação do Fortaleza, o maior rival, na semifinal, vaga garantida na decisão do Cearense, lugar nas oitavas de final da Copa do Brasil bem encaminhado após vencer o Brusque na última quarta-feira (16), em Santa Catarina, e, por enquanto, o nono lugar na tabela do Campeonato Brasileiro.

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Segundo ele, que substituiu Enderson Moreira, tem a ver com a mudança no modo de trabalho da cúpula de futebol do clube nordestino, seu 16º na carreira - a primeira chance em time profissional foi no Internacional, em 2002.

"A direção teve a preocupação de acelerar processos. Todos os anos, ela fazia o estadual como laboratório e depois saía em busca de ajustes, de peças que poderiam ajustar a equipe. E este ano houve a mudança de estratégia, com as contratações na mudança [virada] do ano, e estas contratações foram muito bem lincadas, contratações que somaram muito no plantel."

Guto falou de tudo nesta entrevista. Do lado conciliador e psicológico que usa no dia a dia com os jogadores, do quanto confia [e elogiou muito] seus auxiliares diretos, a quem disse delegar bastante, revelou quem são seus exemplos como técnico e surpreendeu ao justificar suas escolhas.

".... São caras que chegam nos clubes e não vão pedindo 400 mil contratações. São caras que pegam um plantel e procuram desenvolver dentro daquele plantel o melhor trabalho possível para, depois, buscar uma ou outra peça de encaixe pontual."

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E também mostrou muita coerência e conhecimento ao explicar por que alguns times jogam de forma defensiva e apenas reativa enquanto outros são ofensivos, propõem o jogo.

"Existe um tipo de jogo para cada plantel. O time do Ceará tem uma boa técnica, mas é um time extremamente competitivo, então, a gente prezou por um lado mais defensivo sem deixar de ser um time também agudo, sem deixar de atacar, mas que é um time que primeiro busca impedir que o adversário jogue e a partir disso possa desenvolver seu jogo."

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"A gente tem que sonhar"

E engana-se quem pensa que o título da Copa do Nordeste basta para 2020. As metas, os objetivos do Ceará de Guto Ferreira para esta temporada vão bem mais além.

"Ganhar o título de campeão cearense, ir o mais longe possível em termos de Copa do Brasil. No Brasileiro, estar numa Sul-Americana. Numa classificação na primeira página da tabela [entre os dez primeiros colocados]. Difícil? Difícil. Mas a gente tem que sonhar. O primeiro passo para se conquistar é sonhar, depois você acorda e vai correr atrás."