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Foden, do City, pede desculpas após ser cortado da seleção por levar mulheres a hotel: 'Lição valiosa'

Phil Foden se pronunciou após ser cortado da seleção inglesa. O meia do Manchester City, que, ao lado do atacante Mason Greenwood, levou mulheres à concentração da equipe em Reykjavik, na Islândia, pediu desculpas pelo ato e mostrou arrependimento do que fez, em texto publicado nesta segunda-feira (7), em suas redes sociais.

"Peço desculpas a Gareth Southgate, a meus colegas de seleção inglesa, aos funcionários, torcedores, e também ao meu clube e minha família. Quando fui convocado para esses jogos, minha primeira reação foi de orgulho imenso. Jogar como titular com a camisa do time principal da Inglaterra foi um privilégio incrível", disse o jovem de 20 anos.

"Sou um jovem jogador que tem muito a aprender, mas sei da enorme responsabilidade que tenho por representar Manchester City e Inglaterra no nivel mais alto. Nesta ocasião tive uma decisão ruim, e meu comportamento não atingiu as expectativas sobre mim", continuou Foden.

"Quebrei protocolos da COVID-19, que existem para proteger a mim e meus companheiros de time. Como consequência, vou perder a oportunidade de viajar à Dinamarca com o time, o que dói. Vou aprender uma lição valiosa com este erro de julgamento, e desejo a Gareth e ao time boa sorte nesta semana", finalizou.

Foden e Greenwood quebraram o protocolo de COVID-19, feito para proteger a equipe inglesa durante a viagem para um jogo da Liga das Nações. Entre as proibições, estava claro que não era permitido deixar a concentração, os locais de treino e jogo sem autorização nem interagir com qualquer pessoa que não tivesse relação com a partida.

A Federação de Futebol da Islândia ainda conseguiu uma concessão especial para a Inglaterra junto ao governo local, liberando os ingleses de uma quarentena obrigatória de cinco dias e de um segundo teste de COVID-19. Mas as imagens de garotas no quarto dos jogadores entregou o erro. Os dois se desculparam com o técnico Gareth Southgate e foram punidos com a desconvocação, mas correm risco de novas sanções.

O assunto gerou polêmica na Inglaterra. Barney Ronay, colunista do jornal The Guardian, escreveu sobre o assunto. O jornalista britânico, claro, considera uma "estupidez" dos jovens quebrar o protocolo dessa forma, mas pede que eles não sejam julgados por "falso moralismo".

"A primeira parte desta saga em andamento é uma história de quarentena, em que Foden e Greenwood são culpados de idiotice ao extremo. Quebrar as regras ameaçava não apenas a saúde do elenco da Inglaterra, mas toda a viagem", escreveu o colunista.

"Mas, se Greenwood e Foden tivessem participado de um grupo de teatro ou saído para uma partida de xadrez, o interesse seria significativamente reduzido. Nem Foden nem Greenwood estão concorrendo a cargos públicos com uma multa de celibato", continuou.

"Este é um incidente lamentável e uma violação séria das regras da equipe que não deve ser repetida. Mas não é mais do que isso. Com um pouco de sorte, com o tempo, isso será somente uma nota de rodapé nas carreiras desses dois jovens ingleses", concluiu.