Medida apresentada e autorizada pela Fifa na retomada do futebol após a paralisação de dois/três meses causada pela pandemia do novo coronavírus, as cinco substituições por jogo devem cair em desuso na atual temporada europeia. Mas na Premier League os clubes mais fortes e ricos pretendem batalhar para a regra tornar-se permanente.
De acordo com “The Guardian”, o assunto foi votado na última reunião, em 6 de agosto, mas com derrota por 11 votos a nove. Assim, para que a regra tenha validade agora, ele precisa de aprovação de dois terços --em outras palavras, 14 votos a favor.
Entre os nove clubes que querem manter cinco substituições em vez dos três tradicionais nos jogos do Campeonato Inglês estão Liverpool, Manchester City, Manchester United, Chelsea, Tottenham e Arsenal.
Todos do top 6 do país, mas, embora tenham força financeira e política, eles não conseguiram fazer valer o desejo. Como dito acima, agora dependem da adesão de mais cinco clubes para chegar aos 14 votos.
Também houve uma votação sobre a persistência de nove jogadores no banco de reservas em vez de sete, com empate de dez votos. O assunto deve voltar a ser debatido e também divide as equipes por, segundo algumas, tornar o jogo desigual.
As equipes menores acreditam que estariam em desvantagem competitiva por causa da qualidade dos elencos dos clubes mais ricos, da quantidade de jogadores disponíveis e da disparidade econômica para oferecer bons contratos.
Eles argumentam que os grandes clubes já podem se dar ao luxo de poder rodar seus jogadores titulares e haveria mais diferenças se eles também tivessem maior chance de mudar radicalmente o time no decorrer das partidas.
Ainda assim, o tema será votado e os grandes fazem lobby para convencer os menores.
