Jorge Messi, pai e agente do camisa 10 do Barcelona, viajou até a cidade para encontrar-se com o presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, nesta quarta-feira (2), e respolver de vez o futuro do filho e cliente. O que será decidido é um mistério, embora o argentino tenha dado um "spoiler" da reunião, em uma declaração ao “Deportes Cuatro”, ao deixar o aeroporto El Prat.
“Não sei nada sobre o interesse do Manchester City. Ele não falou com Pep Guardiola”, disse Jorge, ao sair do aeroporto em busca de um táxi, sendo questionado insistentemente. “[Mas] É difícil que Leo fique no Barcelona”.
Foram poucas palavras, mas que reforçam o posicionamento de Messi desde 25 de agosto, quando ele oficializou por meio de um burofax para a diretoria o desejo de deixar o Barcelona nesta janela de transferências.
O jogador tem contrato até 30 de junho de 2021, mas se apega a uma cláusula que lhe permitia deixar o clube sem o pagamento da multa de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões) ao final da temporada 2019/20.
O problema jurídico é que havia uma data estipulada para ele comunicar à diretoria e não ter de arcar com a multa: 10 de junho. Então, o entendimento do Barcelona é que ele só poderá partir com o pagamento.
Messi sinalizou na última semana o desejo de negociar amigavelmente sua rescisão para não arranhar a imagem que construiu em 20 anos de Barcelona. Na sexta, enviou um burofax à diretoria solicitando uma reunião para tratar do tema. O pedido foi negado.
A presidência respondeu que o único encontro que considera é o que vai tratar da proposta de renovação contratual. Na mesa está um contrato de mais dois anos, com ganhos pouco acima dos atuais 86 milhões de euros brutos por ano (R$ 550 milhões).
A queda de braço ganhou novos capítulos com a recusa de Messi de se apresentar para os exames médicos no domingo e também para os treinos de início da pré-temporada nos últimos dois dias. Decisão que ele pretende manter.
Jorge Messi, que comprou um escritório em Milão, na Itália, em abril, ato que fez muitos entenderem como um possível sinal de saída, conseguiu a tão desejada reunião com Bartomeu para esta quarta-feira (2).
A dúvida é sobre quem vai ceder. Na última segunda, a imprensa espanhola publicou que uma saída seria Messi abrir mão dos salários e se comprometer a não defender nenhuma equipe até junho do próximo ano, quando encerra o contrato atual.
Difícil imaginar um ano sabático para o jogador de 33 anos, ainda mais levando-se em conta o desejo dele estar em forma para defender a seleção argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.
