Em texto publicado nesta terça-feira, o colunista Emílio Pérez de Rozas, do jornal El Periódico, mostrou espanto com o que considerou "amadorismo" do estafe de Lionel Messi na tentativa do argentino de deixar o Barcelona de graça.
Na visão do jornalista, o craque argentino, e todas as pessoas que cuidam de sua carreira, erraram ao não comunicar no prazo exato a vontade do camisa 10 em sair do Camp Nou.
Por conta disso, Rozas dá razão ao Barça, que vem resistindo à pressão de Messi e já avisou que não irá liberá-lo de seu contrato sem o pagamento de cláusula de rescisão, que é de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões).
O colunista elogiou a postura "dura" do time blaugrana nas negociações, e pediu que o clube siga da mesma forma para não ser feito de "tonto".
"Se Jorge Messi [pai e representante de Lionel Messi] tivesse comunicado ao Barça antes de 10 de junho que seu filho queria mudar de ares, aí sim seria um grande problema para o presidente Josep Maria Bartomeu e a equipe. Mas agora, passado o prazo da liberação grátis total, é normal que o Barcelona queira que o contrato seja cumprido", escreveu.
"Uma coisa é ser generoso, outra coisa é ser tonto... E não estou falando de cobrar ou não os 700 milhões de euros. Estou falando de que o prazo para que Messi e seus 'conselheiros' tomassem decisões já passou", seguiu.
"E eles cometeram um erro enorme, o que é até normal, pois Bartomeu sabia que o Manchester City estaria de olho, e o presidente quer vender cara a saída de seu principal jogador. Ou que ele, enfim, aceite ficar e cumprir o ano de contrato que ainda lhe resta", completou.
Segundo apurou a ESPN, Jorge Messi se reuniu nesta terça com a diretoria culé para seguir negociando a saída do filho.
O camisa 10 e sua equipe jurídica argumentam que ele rescindiu unilateralmente seu contrato com o Barcelona com um burofax enviado na semana passada. Como resultado, o atacante não compareceu aos testes de coronavírus no domingo e nem no primeiro treino do técnico Ronald Koeman na segunda-feira, pois isso prejudicaria essa reivindicação legal.
O Barça, enquanto isso, diz que a cláusula no contrato mais recente do camisa 10 – assinado em 2017 -, que permitiria que ele saísse de graça ao final de cada temporada, expirou em junho. A posição do clube é que Messi tem vínculo até 2021 e que ele ou um potencial clube comprador precisa pagar a cláusula de 700 milhões de euros para permitir uma transferência.
