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Barcelona se inspira em dureza de PSG com Neymar para disputa com Messi, diz jornal

Há um ano, quando desejava contratar Neymar, o Barcelona assistiu de camarote o Paris Saint-Germain jogar duro com o brasileiro e vencer a queda de braço. Não só o manteve no elenco, como o colocou na linha e depois viveu um 2019/20 vitorioso. Se naquele momento o clube catalão acabou frustrado, agora usa o exemplo do rival como estratégia para controlar Lionel Messi.

O assunto é tema de longa reportagem do jornal “Mundo Deportivo” desta quinta-feira (27).

A diretoria do clube blaugrana se sente segura com a multa de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões) estipulada em contrato. Entende que não deve haver clube que consiga pagar o valor, o que fará Messi a prosseguir na equipe sob o risco de perder um ano esportivo.

A argumentação do argentino de que poderia fazer valer a cláusula que lhe permitia deixar o clube sem a obrigação de quitar a multa caso assim quisesse não causa temor jurídico. Tudo porque a data para que ele fizesse valer a cláusula expirou em 10 de junho.

Nem mesmo o argumento de Messi de que a prolongação da temporada 2019/20 por causa da COVID-19 teria aberto uma brecha legal para ele recorrer, pedindo revisando da data para fazer uso da cláusula, causa temor no Barcelona.

O Barcelona perdeu Neymar numa situação que fez o clube estudar todos os contratos, inclusive o de Messi, para ter proteção total, diz o texto do “Mundo Deportivo”. De fato, nos últimos três anos modificou muita coisa.

O PSG pagou a multa de 222 milhões de euros (na época, R$ 812 milhões) e tirou Neymar do Barcelona em agosto de 2017. Foi uma surpresa mundial. Jamais uma contratação havia chegado a patamares tão altos. E o caso nunca se repetiu no futebol.

E o clube francês foi ainda mais hábil para proteger o investimento. Colocou multa de 300 milhões de euros (hoje, R$ 1,9 bilhão) como cláusula de rescisão no contrato do brasileiro. É uma proteção que afasta rivais e até destimula o craque a querer sair.

Neymar ficou irritado ao não conseguir a liberação, pois desejava reeditar o trio com Messi e Luís Súarez. Mas a queda de braço não trouxe maiores consequências na relação com o PSG. Ele teve boas atuações em 2019/20 e foi um dos protagonistas do vice do time na Champions League. Foi a primeira vez que a equipe chegou a decisão do maior torneio da Europa.

Messi ainda tem um ano de contrato com o Barça (Neymar tinha dois com o PSG quando rolou todo o estresse) e já há quem diga que ele está disposto a não ceder. Se não for liberado como deseja, toparia ficar no clube, mas sem entrar em campo vez alguma.

Há outra diferença para ser pesada neste caso.

Quando Neymar tentou sair, ele entrou em atrito com muitos torcedores. Chegou a ser vaiado e xingado. Já Messi tem recebido apoio e pedido de inúmeros fãs para que reveja a sua decisão, ao mesmo tempo em que a diretoria é alvo de protestos.

De qualquer forma, afirma o texto do “Mundo Deportivo” desta quinta-feira, o Barcelona pretende seguir firme na decisão. Não vai ceder e espera vencer o braço de ferro, mantendo Messi e fazendo ele jogar.