Após Lionel Messi avisar a diretoria do Barcelona que quer deixar o clube na próxima janela de transferências, a imprensa espanhola já prevê que a situação pode terminar de duas formas: ou o argentino consegue deixar o clube de graça, graças a uma cláusula em seu contrato, ou tudo acabará em uma briga sanguinária nos tribunais, também devido a cláusulas contratuais.
O que ocorre que que o Barça e o estafe jurídico do atleta têm entendimentos diferentes sobre a possível liberação do jogador, em uma situação bastante confusa.
Fato é que a cláusula que autoriza Messi a deixar o Camp Nou de graça existe, mas, segundo o time catalão, já foi expirada. Quem trabalha com Messi, porém, alega que ela ainda é válida.
Entenda a visão de cada lado:
A VISÃO DO BARCELONA
O Barcelona afirma que Messi deveria ter comunicado sua intenção de deixar o clube antes do final de maio, caso quisesse ativar a cláusula de liberação gratuita.
No entanto, o argentino só fez o aviso formal nesta terça-feira, dia 25 de agosto, o que, no entendimento da equipe, não dá espaço para o uso da cláusula.
Por isso, o time blaugana segue firme em sua postura: só vende Messi pelo valor da rescisão contratual, que é de 700 milhões de euros (R$ 4,56 bilhões).
O Barcelona também já deixou claro que não aceita outra visão, e que, se necessário for, entrará em batalha jurídica contra seu principal jogador.
A VISÃO DE MESSI
O estafe de Messi alega que o atleta pode rescindir seu vínculo com o Barça, que é válido até junho de 2021, neste momento, deixando a equipe de graça.
Isto porque a paralisação do futebol, devido à pandemia de COVID-19, fez com que a temporada 2019/20 fosse ampliada até agosto.
Desta forma, há o entendimento de que a data do "aviso final" de Messi, que era 31 de maio, deveria ter sido movido para 31 de agosto, acompanhando o calendário.
Se a Justiça espanhola entender que o argentino tem razão, ele será liberado para sair do Barcelona de graça, deixando o clube sem um tostão sequer.
