"Não é revolução, é tomar decisões". Foi essa uma das últimas frases de Ronald Koeman em sua apresentação como técnico do Barcelona, mas um bom resumo do que o holandês espera ao assumir um time já sob a promessa de reformulação do presidente Josep Maria Bartomeu.
O principal nome da entrevista coletiva, como não poderia deixar de ser, foi Lionel Messi, com o futuro no Camp Nou também em dúvida. Koeman deixou claro que espera ter seu projeto construído com o craque argentino, mas quer conversar com o jogador para entender o que passa em sua cabeça.
“Não sei se tenho que convencer Messi (a ficar). É o melhor do mundo, e o melhor do mundo você quer na sua equipe, não contra. Da minha parte, me encanta trabalhar com Messi, te ganha jogos e ficarei muito contente com seu rendimento se quiser ficar”, respondeu.
“Tem contrato, mas é preciso falar com ele, claro. Vamos falar com vários jogadores, mas no caso de Messi tomara que continua muitos anos aqui”, completou, sem querer detalhar o que pretende conversar com seus comandados. “As decisões tomo eu”, complementou.
Entre nomes, Koeman também respondeu sobre Luis Suárez, apontado como uma das possíveis saídas na reformulação do Barcelona, e Philippe Coutinho, que retorna de empréstimo do Bayern de Munique – após marcar duas vezes na goleada de 8 a 2 na Champions League.
“Não gosto de falar de nomes, Messi é diferente, é o melhor do mundo, o capitão do time. Sobre os demais, se há decisões positivas ou negativas, o primeiro é falar com eles, aqui não vou falar por respeito aos jogadores”, respondeu inicialmente sobre o atacante uruguaio.
“É jogador do Barça e, se tiver que tomar decisões, tomaremos. Tenho tempo de conhecer melhor os jovens do elenco. É momento de dar chance aos jogadores, nós holandeses não temos dúvida de por um jovem quando merece. Não só jovens, é preciso equilíbrio, o que a equipe precisa mudar é ter mais identidade”, disse ao ser perguntado sobre a situação de Coutinho no elenco.
A fala de que “tomará decisões se for preciso” foi uma das que Koeman mais repetiu na coletiva. Mas, além desse, deixou outro recado também: para seguir, é preciso vontade.
“Um jogador com 31, 32 ou 33 anos não está acabado. Depende da fome e da vontade de dar tudo pelo clube. E há os de 20 (anos) sem fome e sem trabalho... Devemos buscar a melhor equipe para vencer jogos. Só quero trabalhar com quem quiser estar aqui, se não estão contentes aqui que digam. Quero gente que vá dar tudo pelo Barça”, afirmou.
Koeman chega ao Barcelona depois de trabalho no comando da seleção da Holanda. No passado, já teve missão similar à atual no Barça na Espanha, com Valencia, mas acabou perdendo a "queda de braço" que travou com parte dos veteranos do elenco.
