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Ozil explica por que foi contra diminuir salário no Arsenal e desabafa: 'Talvez afetou minhas chances em campo'

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Torcedor do Arsenal enlouquece com título da Copa da Inglaterra, assusta senhora e imagem 'viraliza' (0:06)

Durante a vitória de 2 a 1 dos Gunners sobre o Chelsea na decisão da Copa da Inglaterra, essa cena aconteceu - via @arsenal (0:06)

Mesut Ozil disse que tem havido “pessoas tentando me destruir” no Arsenal nos últimos dois anos, mas ele irá cumprir seu ano final de contrato antes de deixar o clube no próximo verão da Europa.

O meia de 31 anos tem ficado encostado sob o comando de Mikel Arteta desde o retorno do futebol, não jogando um minuto sequer e até foi liberado para deixar a Inglaterra mais cedo para as férias em vez de fazer parte do grupo que venceu o Chelsea na final da Copa da Inglaterra em 1º de agosto.

A ESPN informou no último mês que Ozil está determinado em ficar, apesar de o Arsenal querer descarta-lo por conta de seu salário de 350 mil libras por semana e uma disputa sobre sua recusa em se juntar aos seu companheiros em ter um corte no pagamento de 12,5% para ajudar o clube a lidar com os efeitos financeiros da pandemia do coronavírus.

Ozil foi um dos três jogadores que recusaram a redução salarial. Antes da paralisação do futebol, o meia começou todos os dez jogos da Premier League sob o comando de Arteta e o atleta, que também enfrentou uma relação difícil com Unai Emery, deu a entender que razões fora de campo explicam o porquê ele ficou de fora da equipe desde então.

“Como jogadores, todos queremos contribuir”, declarou ao site The Athletic. “Mas precisávamos de mais informações e muitas perguntas ficaram sem resposta. Todos estavam bem com um adiamento enquanto havia tanta incerteza – eu estaria OK de ter uma parcela maior -, e um corte, se necessário, assim que as perspectivas financeiras e de futebol estivessem mais claras. Mas fomos apressados para isso sem a devida consulta”.

“Para qualquer um nesta situação, você tem o direito de saber tudo, de entender o porquê disso estar acontecendo e aonde o dinheiro está indo. Mas não tivemos detalhes o suficiente, nós apenas tivemos que dar uma decisão. Foi rápido demais para algo tão importante e houve muita pressão”, declarou Ozil.

“Isso não foi justo, especialmente para os jovens, e eu recusei. Eu tenho um bebê em casa e eu tenho compromissos com minha família aqui, na Turquia e na Alemanha, as minhas caridades também, e também um novo projeto que começamos a apoiar pessoas em Londres que foi do coração e não para publicidade”, afirmou.

“Pessoas que me conhecem sabem exatamente o quão generoso eu sou e, até onde eu sei, eu não fui o único jogador que rejeitou o corte no fim, mas somente meu nome veio. Eu acho que é por que sou eu, e as pessoas têm tentado há dois anos me destruir, me fazer infeliz, de forçar uma situação que eles esperam que irão virar os torcedores contra mim e desenhar uma imagem que não é verdadeira.”

“Possivelmente, a decisão afetou minhas chances no campo, eu não sei. Mas eu não estou com medo de me erguer contra o que eu sinto que é certo, e quando você vê o que aconteceu com os empregos, talvez eu estivesse”, declarou o alemão.

O Arsenal anunciou 55 cortes de empregos no início desta semana, além de cortes em sua rede de olheiros, enquanto o clube sente o impacto da pandemia e a ausência da Champions League pela quarta temporada.

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O quadro financeiro preocupante apenas aumentou a determinação do clube em se livrar de Ozil, mas ele acrescentou: “eu vou decidir quando eu irei, e não outras pessoas. Eu não assinei por dois ou três anos, eu assinei por quatro e isso deve ser respeitado por todo mundo”.

“As coisas têm sido obviamente difíceis, mas eu amo o Arsenal, eu amo trabalhar aqui, eu amo as pessoas no clube, as reais pessoas, essas com que eu tenho estado por longo tempo, e eu amo Londres, é minha casa”, disse o jogador.

“O que quer que tenha acontecido nas duas últimas temporadas, eu estou feliz e muito forte mentalmente. Eu nunca desisto de nada. Eu quero ajudar meu time e eu vou lutar por isso. Se estou em forma, eu sei o que posso fazer no gramado.”