Rafael Tolói terá o jogo mais importante de sua carreira ao enfrentar o Paris Saint-Germain em duelo único pelas quartas de final da Champions League, nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília).
O zagueiro, atualmente na Atalanta, terá um confronto particular contra Neymar, um velho conhecido dos tempos em que ambos jogavam no Brasil.
O ESPN.com.br entrevistou Ney Franco, ex-treinador de Tolói no São Paulo e de Neymar na seleção brasileira sub-20 para analisar o duelo e a evolução dos brasileiros.
“É o melhor jogador que trabalhei”
“O Neymar é o melhor jogador e o mais técnico que trabalhei até hoje. Ele é acima da média e tem tudo para ser eleito o melhor jogador do mundo. Vai depender muito de ser campeão da Champions League com gols e atuações decisivas. Ele tem talento, mas isso precisa estar aliado aos resultados. Isso depende da equipe que ele joga".
"Em 2011, passamos dois meses treinando na Granja Comary e a gente via cada jogada técnica. Nós fomos campeões do Sul-Americano sub-20 e ele sobrou demais porque já era um profissional do Santos”.
“Ele fez alguns gols de craque que demonstravam que seria um jogador de talento internacional. As tomadas de decisão dele perto do gol eram impressionantes, seja nas finalizações ou em assistências".
"Neymar domina todos os fundamentos do futebol. Dá assistência, faz gols, entende muito a parte tática e fisicamente sempre está bem, tirando as lesões”.
"A postura dele me chamou atenção"
“Quando eu cheguei ao São Paulo, no meio de 2012, o time estava na 12ª posição do Brasileiro. O Tolói foi determinante para o nosso título da Sul-Americana. Ele fez um dos gols mais bonitos da competição – de falta, contra a Universidad Católica – e entrou na seleção do torneio”.
“O que mais me chamou atenção foi a postura dele. Embora fosse um zagueiro técnico e de bom passe, ele chegava duro nos atacantes e se posicionava muito bem nas linhas”.
“O Tolói foi intocável comigo porque passou muita segurança. Ele tinha uma liderança em cima da linha de defesa e orientava os volantes. Era um cara sério, centrado no jogo e sempre muito calmo e tranquilo”.
”Jogo de repercussão mundial”
“Quando trabalhamos juntos, ele tinha 22 anos. Hoje, ele pegou outros treinadores na Europa que o fizeram melhorar taticamente”.
“O Tolói evoluiu muito em todos os quesitos. A idade o fez melhorar porque jogou mais vezes e aprendeu com os erros. Ele está no auge da carreira”.
“Contra o PSG será um jogo de repercussão mundial. A comissão técnica da seleção estará de olho. É uma grande chance do Tolói mostrar serviço”.
