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Ex-Corinthians, Guilherme conta como conselho de Yaya Touré na Europa mudou seu jogo: 'Só dois toques'

A passagem de Yaya Touré pelo Olympiacos, que enfrenta o Wolverhampton pela Europa League, nesta quinta-feira, durou apenas três meses em 2018, mas deixou marcas profundas em Guilherme Torres.

O volante, campeão do Paulistão e da Recopa Sul-Americana pelo Corinthians, conseguiu tirar vários ensinamentos do meio-campista que brilhou com as camisas de Barcelona e Manchester City.

“É um craque! Meu Deus! Foram só três meses de convivência, mas com pessoas de outro nível você aprende fácil e rápido. É só vê-lo, não precisa nem falar muita coisa. Ele faz o futebol ser simples”, contou o brasileiro, ao ESPN.com.br.

“Ele joga bonito sem dar mais do que dois toques na bola, e aprendi isso com ele. Ele falou: ‘Com a qualidade que você tem, não precisa dar mais do que dois toques na bola’. Eu fui aprimorando e vejo que hoje em dia é a maneira como jogo e que vem dando certo”.

Depois de deixar o Manchester City, no qual virou um dos maiores ídolos da história, o marfinense foi para o clube grego, no qual havia jogado entre 2005 e 2006.

“Ele chegou um pouco fora de forma, mas tentava fazer o mesmo estilo de jogo e estar em todo canto do campo. Ele pegava a bola lá atrás e com dois toques achava espaços onde ninguém acha. Era muito participativo”.

De acordo com o brasileiro, a qualidade técnica do ex-companheiro parecia estar intacta.

“Mesmo tendo uma certa idade, dava para ver que era diferente. Era muito difícil roubar a bola dele por causa da inteligência. Ele fazia a bola andar”.

"Era da resenha"

Fora de campo, Yaya Toure impressionou Guilherme pela simplicidade no trato com os colegas no dia a dia.

“É um cara incrível, humilde e que gosta de puxar conversa. Você vê o cara e imagina que ele possa ser marrento, mas que nada. Ele não quer nada a mais do que ninguém por ser o Yaya Touré. Era um cara super profissional e que treinava muito”, garantiu.

“O Yaya gostava muito da resenha, dançava, brincava e dava conselhos. Ele fala não sei quantas línguas, não tem como você não falar com ele (risos). Ele gostava de brincar de futmesa, ir à academia e vinha treinar de chinelos”, revelou.

Além das brincadeiras e aprendizados, Guilherme quis saber de Touré como era Lionel Messi, ex-colega do marfinense no Barcelona.

“O Touré me disse: ‘É isso que você viu na Espanha, mas imagina na época que eu joguei quando ele era mais novo?’ Ele me falou que Messi já era fora do normal e sabia que seria o fenômeno que é hoje”, finalizou.