São Paulo: Grupo de Whatsapp de conselheiros 'bomba' com pedidos por demissões de Diniz a Raí

Após a eliminação vexatória do São Paulo para o Mirassol nas quartas de final do Campeonato Paulista, o grupo de WhatsApp dos conselheiros do clube “bombou” com pedidos de demissões do técnico Fernando Diniz e de Raí e Alexandre Pássaro, os homens fortes do departamento de futebol tricolor.

O tom de cobrança sobre o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, também foi forte. Ele está no cargo desde outubro de 2015. Alguns conselheiros mostraram-se favoráveis a renúncia dele antes do fim do mandato, em dezembro.

A informação é do jornalista da ESPN Brasil Jorge Nicola em seu blog no portal Yahoo!, nesta quinta-feira (30).

Até o Conselho de Administração, formado por um grupo bem menor de pessoas, embora influentes dentro da gestão, com a missão de auxiliar o presidente na tomada de decisões, espera um pedido de demissão de Raí.

Ao lado de Pássaro, o ex-jogador e ídolo tricolor ajudou a forma o time e a escolher Diniz como técnico na vaga de Cuca.

O clube não conquista um torneio desde a Copa Sul-Americana de 2012. Com Leco, são cinco anos de jejum que se soma a quase dois anos do mandato de Carlos Miguel Aidar, entre abril de 2014 e outubro de 2015, e mais um de Juvenal Juvêncio (2013).

Nicola lembra que Leco fez do São Paulo o terceiro clube que mais investiu em reforços de um ano para cá, ficando atrás somente de Palmeiras e Flamengo. Vieram nomes como Tchê Tchê, Pato, Juanfran e Daniel Alves (o maior salário do elenco).

Ainda assim, o São Paulo de Leco colecionou 14 eliminações, com a passagem de 15 técnicos e nenhuma taça. O melhor resultado foi o vice-campeonato do Paulista do ano passado, quando perdeu para o Corinthians.

Para piorar, o impacto da pandemia do novo coronavírus foi sentido nas contas tricolores. Nicola afirma que o São Paulo fechou os primeiros cinco meses do ano com déficit de R$ 80 milhões, o que pode trazer novamente a tona um pedido de impeachment.

A eleição que vai escolher o presidente do São Paulo pelos próximos três anos (2021-2023) será em dezembro. Antes, o clube do Morumbi vai promover entre os sócios a eleição dos conselheiros que ainda não são vitalícios. Depois, os novos conselheiros se juntam aos vitalícios para eleger o sucessor de Leco. Por enquanto, apenas Júlio Casares é candidato.

Hoje, são 240 vagas no conselho, sendo que 143 já estão preenchidas por membros vitalícios (o máximo permitido são 160) e 80 são de membros que estão no fim do mandato. Há 17 cadeiras vagas para indicação/substituição de vitalícios que morreram.

Para se adequar ao novo estatuto, o pleito de dezembro vai abrir 20 novas vagas de conselheiro, aumentado o quadro para 260 representantes, com a eleição de cem novos conselheiros e não mais oitenta, como ocorreu em 2017.