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No Barcelona, Setién fala sobre relação com Messi e garante: 'Sempre me senti respaldado'

Da depressão à tranquilidade, aparentemente, passaram-se três dias e cinco gols, os que o Barcelona anotou em vitória para se despedir de LaLiga com uma cara melhor e oferecer uma trégua a Quique Setién, cujo semblante após a goleada sobre o Alavés não teve nada a ver com aquele da última partida. O treinador do Barça se viu novamente confrontado pelas declarações de Messi, desta vez com uma cara melhor, destacando que o triunfo deste domingo (19) "nos devolverá a tranquilidade" para a preparação do jogo de Champions League diante do Napoli.

"Sempre estive tranquilo. Não é meu futuro que me preocupa, mas o da equipe e do clube. Sou apenas uma peça que ocupa sua posição enquanto se deve. Não estou ciente dessas coisas", disse o treinador quando perguntado se esta vitória lhe dá mais segurança para manter o cargo.

"Me preocupo em convencer os meus jogadores, não penso no que não posso controlar", afirmou Setién, que não sentiu nenhuma mudança em relação a sua pessoa no clube. "Me sinto respaldado. Sempre me senti respaldado e apoiado, porque se não fosse assim, teria tomado outras decisões, mas não sinto isso", reforçou.

"A relação com Messi é mais ou menos parecida que com os outros. Existem jogadores mais abertos, com quem você se comunica melhor, mas a relação com Leo é boa, de um treinador com um jogador", explicou o técnico ao ser questionado sobre sua relação com o capitão, afirmando que desde a partida contra o Osasuna "tivemos uma reflexão profunda sobre a situação".

"Estamos todos muito empolgados com a Champions e é verdade que conversamos, e isso tem nos ajudado, porque esclarecemos muitas coisas. Isso, hoje, nos ajudará a encarar o futuro com outro estado de ânimo", ressaltou Setién, destacando que a partida "foi especial. Não apenas para os três pontos, mas também ela sensação que transmitimos. A primeira meia hora de hoje já vi em outros jogos em que não conseguimos marcar como nesta partida... Mas é que, além de ter marcado três gols, só tivemos três finalizações cedidas.

"Quando Leo diz que devemos fazer uma autocrítica global, também sinto isso. Quando se precisa tomar várias decisões, é normal que esteja equivocado às vezes. E não é o mesmo falar depois de uma derrota do que depois de uma vitória como a de hoje. Você sempre precisa ver as coisas com um contexto mais amplo", defendeu o treinador do Barcelona, que admitiu que a equipe precisa de "mais continuidade" para mostrar essa evolução.

"Temos que ter mais continuidade nas coisas que fazemos bem. Há fases em que nos desorganizamos e somos mais vulneráveis. Precisamos manter as coisas no tempo certo e isso é caro; nos debilitamos e nos tornamos vulneráveis", confirmou, afirmando que a partir de agora "teremos tempo para treinar essas coisas, algo que não conseguimos fazer com a sequência de jogos, e estas duas semanas que teremos para trabalhar nos ajudará a melhorar".

Sobre a lesão de Lenglet, Setien se mostrou otimista. "Confio que não seja nada. Ele precisa passar por exames, mas não pensamos que seja algo preocupante", disse, assegurando que a decisão do francês de deixar o campo "foi correta. Ele sentiu um desconforto e todos estavam advertidos que aquele não era o momento de assumir riscos, por isso decidiu deixar o gramado. É o que devia fazer".

Referindo-se ao papel dos garotos da base, Setién evitou falar sobre suas possíveis atuações no Barça B no playoff, elogiando suas "grandes partidas. Ansu (Fati), Ronald (Araujo) e Riqui (Puig) estiveram muito bem... São garotos com muita energia, uma transição de crianças para grandes futebolistas, e asseguro que terão futuro neste clube. Geraram expectativas muito positivas".