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No Resenha, Serginho diz não se arrepender de pedir para deixar de ser convocado pela seleção: 'Caí no esquecimento'

Com passagens por Flamengo, Cruzeiro e São Paulo no Brasil e ídolo do Milan na Itália, o ex-lateral esquerdo Serginho é o convidado desta semana no Resenha ESPN, que vai ao ar nesta sexta-feira, às 22h (Brasília), na ESPN Brasil e ESPN App.

O currículo de Serginho fala por si só. Um Campeonato Paulista (98), um Italiano (2004), duas Champions League (2003 e 2007) e um Mundial de Clubes (2007). Apesar de ter 10 convocações para a seleção brasileira entre 1998 e 2001, sua história com a camisa verde-amarela não foi das mais felizes.

Ele fez parte do elenco da Copa América de 1999 e da Copa das Confederações no mesmo ano. Porém, chateado por não ter sido convocado para a Copa do Mundo de 2002, onde Roberto Carlos e Júnior foram os donos da lateral esquerda, ele optou por pedir para não ser mais convocado.

Serginho até chegou a enviar uma carta para a CBF, no fim de 2002, para oficializar o seu pedido.

“Naquela decisão que eu tomei em 2002, foi algo muito pessoal. Eu vinha de um momento muito bom no Milan e eu nunca fui lembrado na seleção brasileira, eu fiz parte dos dois últimos dois jogos da Eliminatória da Copa do Mundo e depois caí novamente no esquecimento. E eu sempre fui um cara muito decidido nas minhas decisões, e era alguma coisa que estava na minha cabeça, porque eu estava ali e queria me sentir importante porque as pessoas me acham importante, eu não queria figurar. E na seleção brasileira eu nunca tive essa importância dada pela gestão da CBF ou pela comissão técnica que ali fazia parte naquele momento", explicou Serginho, hoje com 49 anos, no Resenha, comandado por André Plihal e com as participações de Alex, Djalminha e Amoroso.

"E foi uma decisão muito pessoal minha, eu não me arrependo. Em 2006 eu também tinha a possibilidade de ir porque eu estava muito bem no Milan, mas ao decorrer da minha decisão ela me impossibilitou de ir para a Copa do 2006, mas água passada no rio não retorna, eu acho que eu tomaria a mesma decisão que eu tomei em 2002”, completou.