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Mattos vê dono da MRV no Atlético-MG mais para Paulo Nobre do que para Leila Pereira no Palmeiras

Homem forte do futebol do Atlético-MG, Alexandre Mattos vê Rubens Menin, o dono da MRV, como o Paulo Nobre do Galo. O executivo disse que os atos do executivo são muito parecidos com as ações do presidente que reergueu o Palmeiras a partir de 2013 e menos com a empresária Leila Pereira, dona da Crefisa e da Faculdade das Américas (PAM) e parceira do clube alviverde.

“O Paulo é um torcedor apaixonado, uma pessoa física, como o Rubens Menin, muito parecido. O Paulo colocou algo em torno de R$ 200 milhões ou R$ 220 milhões no Palmeiras para o Palmeiras funcionar. O Palmeiras não conseguia nem pagar a conta de luz”, disse o atleticano em entrevista à rádio Itatiaia.

Mattos trabalhou com Nobre de janeiro de 2015 até dezembro de 2016, quando terminou o mandato do palmeirense e ele se afastou do clube. Mattos ainda ficou por mais três anos, saindo em 2019.

Nobre conseguiu tirar o Palmeiras da Série B e fazer o time novamente campeão. Primeiro da Copa do Brasil em 2015 e depois do Campeonato Brasileiro em 2016, encerrando um jejum de 22 anos. A semente plantada levou o clube a vencer o certame novamente em 2018.

Mattos disse que tudo que Nobre emprestou ao Palmeiras ele recebeu de volta. Sendo essa a diferença para Leila Pereira, que tem um acordo comercial com o clube, embora também seja conselheira (como Nobre e Menin).

“Em 2018 nós pagamos absolutamente tudo para ele [Nobre], o projeto pagou, as receitas foram lá para cima e foi pago pelo presidente Maurício Galiotte [sucessor de Nobre], que foi, para mim, espetacular, porque geralmente é comum ver pessoas colocando dinheiro em clube de futebol não recebendo nunca mais na vida”, disse Mattos.

“A Leila é absolutamente diferente. Tem um patrocínio muito forte dentro do clube, é uma apaixonada. Acho ela fundamental para todos os títulos que ganhamos [...], mas é um pouco diferente daquilo que vem hoje do Rubens Menin, que é muito parecido com a situação do Paulo Nobre. São apaixonados, que não tem contrapartida, a não ser quando o jogador for vendido, recebe o dinheiro de volta, com correção bem menor que o mercado, e não estão muito preocupados com isso especificamente, querem o time crescendo”, reforçou Mattos.

Menin tem patrimônio pessoal estimado em US$ 1,8 bilhão (R$ 9,5 bilhões), segundo a revista “Forbes”. O jornal mineiro relembra que durante a pandemia do novo coronavírus, o conselheiro ajudou o Atlético-MG a investir mais de R$ 85 milhões em contratações. Além disso, sua empresa de construção civil terá os naming rights do estádio do clube, previsto para 2022.