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À ESPN, ex-presidente do Barcelona fala de Messi em 'guerra eleitoral' e diz o que pensa sobre volta de Neymar

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Ex-presidente do Barcelona vê retorno de Neymar como difícil, mas sugere: 'Retificar é para os sábios' (1:15)

Sandro Rosell concedeu entrevista exclusiva à ESPN em Barcelona (1:15)

Ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell acredita que Lionel Messi não deixará que o usem como trunfo eleitoral nas eleição presidencial do clube no próximo ano.

Em entrevista exclusiva para a ESPN, Rosell disse que o jogador é "muito esperto" para participar de uma batalha de candidatos ansiosos em substituir o atual presidente, Josep María Bartomeu.

“Messi é muito mais esperto para deixaram que o usem em uma guerra eleitoral”, disse Rosell, em uma entrevista gravada antes de Cadena Ser garantir que o argentino pensa em deixar o Barcelona assim que seu contrato terminar.

Rosell, que foi o presidente do clube entre 2010 e 2014, um período recheado de conquistas internacionais, espera que o craque argentino não deixe o clube blaugrana por causa da política. Deseja vê-lo muitas temporadas no Camp Nou.

No entanto, Rosell deixa claro que o Barcelona precisa se preparar para o dia em que Messi, já aos 33 anos, decidir pendurar as chuteiras. Dá como certo que o clube terá que enfrentar uma profunda reestruturação, tanto em campo quanto fora dele.

“Um Barça sem Messi será difícil. Você precisa mudar todas as ideias do sistema de jogo, funcionamento interno e até do marketing”, explicou Rosell. “Se Messi parti, não há necessidade de procurar outro Messi. Não existe”.

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Sandro Rosell concedeu entrevista exclusiva à ESPN em Barcelona

Da mesma forma, Rosell reiterou que seria a favor do retorno de Neymar ao Camp Nou.

“Adoraria ver novamente o tridente que Messi, Suárez e Neymar fizeram no Barcelona. Os três são incríveis”, disse Rosell, embora tenha deixado claro que acha que o retorno do brasileiro não é fácil de ser consumado.

“É complicado por uma questão de mercado, de vontades, de história, por isso permaneceu aqui na memória coletiva dos parceiros. Não vejo como simples, mas gostaria”.

Alguns fãs foram contra o retorno do brasileiro depois que ele decidiu deixar o clube em 2017 para assinar pelo Paris Saint-Germain. Rosell também não entendeu as razões de sua partida.

“Retificar é sábio, eles dizem. Se a retificação é voltar ao melhor clube do mundo, tudo bem para mim”, acrescentou Rosell. “Não sei por que ele foi embora. Eu entendo que ele e Messi são grandes amigos e se gostam muito. Não sei se ele partiu para isso [para ser reconhecido o melhor sem estar ao lado de Messi]. É ele quem tem que dizer isso. Se ele quer voltar, para mim, ótimo”.