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'Melhor negócio da história', cria de Osorio e aposta no irmão de 10 anos: a história de Dávinson Sánchez

Nem em tempos de mercado financeiro extremamente aquecido é normal esperar uma rentabilidade superior a 1.000%, ainda mais em um intervalo de 14 meses. Difícil imaginar isso até mesmo investindo na bolsa. Mas foi assim com o colombiano Dávinson Sánchez, comprado do Atlético Nacional-COL por pouco menos de 4 milhões de euros pelo Ajax (cerca de R$ 15 milhões, em valores da época) - e vendido um ano e dois meses depois por 42 milhões (R$ 163 milhões), então a contratação mais cara da história do Tottenham.

Se o alto rendimento causa impacto em qualquer investidor, outros valores como honestidade, tolerância, humildade, comprometimento, respeito e versatilidade, pregados em um cartaz, norteiam os mais de 200 meninos e meninas que treinam no campo da Fundação Dávinson Sánchez em Ciénaga Honda, uma vila no Valle del Cauca, na Colômbia.

Bastava atravessar a rua para Sánchez, que completa 24 anos nesta sexta-feira (12), sair de casa e chegar ao campo de futebol. Nunca foi difícil adivinhar onde e nem o que ele estava fazendo. Diferentemente de seu avô, que jogou no Deportivo Cali, Dávinson Sánchez teve seus primeiros passos no futebol no rival América de Cali.

O início foi bastante curioso. Juan Carlos Osorio estava com a família em Cali e sabia de um jogo de futebol em La Troja. Um jovem volante se destacou, e o treinador foi até ele ao final da partida. A primeira conversa com os pais foi sobre a possibilidade de uma mudança de cidade. Com o menino, Osorio conversou sobre a mudança de posição. Ali começava a carreira do campeão da Copa Libertadores de 2016 pelo Atlético Nacional de Medellín.

O agora zagueiro parece não ter sentido problema algum de adaptação na Holanda, já foi para o Tottenham e para a Copa do Mundo na Rússia, quando enfrentou diversos companheiros de clube no empate entre Colômbia e Inglaterra (os ingleses venceram nos pênaltis e avançaram às quartas de final).

Sánchez continua atento a tudo que tem sido feito em sua fundação em Cauca. Ele sabe que lá outros jovens jogadores podem surgir. Um deles tem apenas 10 anos e é bastante especial: Johan Carbonero, irmão e xodó do zagueiro titular da Colômbia. O exemplo da família já deixou bem claro que outro grande lucro pode estar por vir.