O jornal Daily Mail lembrou nesta terça-feira como foi a desastrada passagem do técnico Sven-Goran Eriksson, ex-comandante da seleção da Inglaterra, pelo Manchester City, na temporada 2007/08.
O sueco ficou um ano desempregado após deixar o English Team, e foi contratado em 6 de junho de 2007 pelos Citizens, que à época eram propriedade de Thaksin Shinawatra, primeiro-ministro da Tailândia.
Logo que chegou e firmou vínculo por três temporadas, Eriksson clamou por reforços, e foi atendido: nada menos do que oito novos jogadores foram contratados, entre eles os brasileiros Elano e Geovanni.
E, ao contrário dos prognósticos, o início do manager foi excelente: com várias vitórias impactantes, inclusive em cima do rival (e então campeão) Manchester United, o City chegou a liderar a tabela da Premier League e se manteve nas primeiras posições durante o 2º semestre de 2007.
O sueco, por sua vez, ganhou o prêmio de "Treinador do mês" em agosto.
No entanto, a maré virou após a entrada de 2008, e os Citizens passaram a perder e empatar a maioria das partidas, despencando na tabela.
A má fase deixou o dono Thaksin Shinawatra bastante irritado, e ele prometeu mandar Eriksson ao final da temporada.
Já sabendo seu destino, o treinador não pareceu ligar muito, e encerrou sua passagem pelo City em um verdadeiro vexame: derrota por 8 a 1 para o Middlesbrough, a pior de sua carreira, na última rodada do Inglês, com seu time finalizando o torneio na 9ª posição.
Os torcedores até tentaram fazer a diretoria mudar de ideia, organizando um abaixo-assinado que contou com 14 mil assinaturas para manter o comandante sueco.
No entanto, Shinawatra não quis nem saber e demitiu o manager, mesmo com ele ainda tendo mais dois anos de contrato.
Curiosamente, o primeiro-ministro tailandês também deixou o clube meses depois, já que o City foi comprado por seus donos atuais.
CHAMPANHE E MULHERES
Apesar de só ter durado um ano no comando e ter ficado muito aquém dos objetivos traçados, o Daily Mail relata que Sven-Goran Eriksson era adorado pelos jogadores e funcionários do City.
"Os jogadores amavam aquele técnico playboy e muito educado, que pagou bebidas para centenas de jogadoers e funcionários na festa de Natal do clube", recordou.
O manager tinha um estilo light, e permitia até que os atletas consumissem bebia alcoólica na sua frente. Mais do que isso: muitas vezes era ele que servia!
"Estávamos fazendo um tour pela Tailândia. Ele me trouxe uma taça de champanhe na piscina e disse: 'Estamos comemorando a vida, meu Kaiser!'", contou o meio-campista alemão Dietmar Hamann.
O atacante Martin Petrov, um dos principais reforços contratados por Eriksson, também adorava o sueco.
"Ele era uma boa pessoa, um cara sempre sorridente. Quando a gente ia entrar em campo, ele dizia: 'Pessoas, aproveitem o jogo e divirtam-se'", relatou.
Hamann ainda reveltou que Eriksson em nada lembrava a personalidade "gelada" dos suecos, e na verdade era muito engraçado.
"Na Tailândia, ele chegou para mim e disse: 'Eu gostei daqui. Acho que vou trabalhar como técnico por mais cinco anos e aí me mudar para cá para viver com duas mulheres. É isso! Acho que preciso de duas lindas mulheres para me fazer companhia depois que eu me aposentar'", sorriu.
"Ele era um cara que amava a vida e era impossível não gostar dele e de estar em sua companhia", completou.
