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Fifa tem trunfo em briga de quase R$ 235 milhões com brasileiro que diz ter inventado spray da arbitragem

No último domingo, o argentino Pablo Silva e do brasileiro Haine Allemagne, que clamam ser os criadores do spray utilizado por árbitros no futebol, revelaram que pediram US$ 40 milhões (R$ 234,11 milhões, na cotação atual) de indenização da Fifa por uso indevido do produto.

Além disso, alertaram que exigiu a prisão por até quatro anos de diversos dirigentes da entidade máxima do futebol, incluindo o presidente Gianni Infantino.

No entanto, a Fifa tem um trunfo poderoso na briga judicial, que corre na Justiça brasileira há quatro anos.

Segundo apurou a ESPN, o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), responsável por marcas e patentes no Brasil, emitiu um parecer declarando a nulidade da patente inicialmente concedida a Silva e Allemagne pelo spray, no ano 2000.

A autarquia federal revisou o caso após pedido da Fifa, que ainda alegou que utiliza um spray com fórmula diferente da criada por Silva e Allemagne.

O documento será anexado ao processo, que corre na 25ª Vara Federal do Rio de Janeiro e aguarda decisão final do magistrado responsável.

Com a nulidade da patente, porém, são grandes as chances da Fifa vencer a causa, evitando, assim, o pagamento da indenização milionária.

Em entrevista ao jornal As, no último final de semana, Pablo Silva confirmou o pedido de prisão a Infantino.

"Estamos à espera da decisão do tribunal de primeira instância. Vamos exigir que Gianni Infantino e todos os outros sejam presos, além da penhora de bens e contas", disse.

De acordo com os inventores do spray, eles tinham um acordo com o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter para a utilização do acessório em troca de US$ 40 milhões. No entanto, o escândalo do Fifagate fez com que a comunicação entre as partes fosse perdida.

Segundo Silva e Allemagne, a entidade máxima do futebol tem utlizado o spray desde então sem cumprir o acordo.

"Fomos pacientes, mas depois vimos que usaram a spray na Copa do Mundo na Rússia, em 2018, quando uma providência cautelar o impedia", finalizou o argentino, que ainda destacou que pretende levar o caso à Justiça dos Estados Unidos.