Figo protagonizou, há quase 20 anos, uma das transferências mais polêmicas do mundo do futebol, ao trocar o Barcelona pelo Real Madrid por 60 milhões de euros. Mas por que o meia português, que viria a ser o melhor jogador do mundo em 2001, fez isso?
Em live com o ex-zagueiro Fabio Cannavaro, Figo falou da mudança de clube na Espanha e explicou o que o motivou a aceitar o desafio.
"Foi uma decisão importante e difícil, porque mudei de uma cidade que gostava muito e que estava bem. Mas, quando não sente que é reconhecido por tudo que está fazendo e tem uma proposta de outro clube, você pensa", disse Figo.
"Os grandes clubes do mundo são todos parecidos. A diferença principal é o relacionamento entre as pessoas. Cheguei a Madri com uma mudança importante na presidência, e no início não foi fácil. Era tudo novo, mas a integração foi boa e, com ajuda de todos, me adaptei bem", completou.
Figo foi o primeiro reforço do chamado "time galáctico" que o presidente Florentino Pérez montou, entre 2000 e 2005. Depois dele, chegaram o francês Zinedine Zidane, o brasileiro Ronaldo e os ingleses David Beckham e Michael Owen, para fazer companhia a Roberto Carlos e Raul.
Este último, por final, foi o mais exaltado por Figo durante o papo com Cannavaro.
"Tive o prazer de atuar com grandes jogadores na minha carreira. É muito difícil escolher um. Joguei com Ronaldo, Zidane, Rivaldo, Stoichkov, Guardiola, Hierro, Verón e com aquele que estava sempre preparado para fazer gols, Raul", elogiou.
"Raul era um vencedor e só conquistou tanto na sua carreira por causa da sua mentalidade. Sabia sempre como definir a jogada e se movimentar em campo. Se você fala de Ronaldo, suas características eram a velocidade e a potência, mas com Raul é difícil decidir o melhor, porque tinha um pouco de tudo".
