Ex-diretor e vice-presidente na segunda passagem da gestão de Carlos Miguel Aidar, entre 2014 e 2015, no São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro relembrou o estopim da renúncia do ex-presidente do clube do Morumbi.
Na ocasião, Ataíde chegou a agredir Aidar por discordâncias de gestão. Como resultado do entrevero, o vice divulgou para veículos de imprensa uma gravação onde o presidente estaria sugerindo dividir comissões na negociação de jogadores do clube. Ambos acabaram expulsos do quadro de conselheiros, e Aidar renunciou ao comando, dando espaço a Leco, que segue como mandatário atual da agremiação.
"O Aidar fez uma excelente administração na primeira vez (entre 1984 e 88). Na segunda não gostei da participação dele. Como temos um entrave na Justiça, não vou comentar nada sobre o Carlos Miguel. Eu tenho um prazo onde não posso tocar no assunto por cinco anos", disse Ataíde, em live com o comentarista dos canais ESPN Jorge Nicola. O ex-vice-presidente revelou que Aidar entrou na Justiça contra ele alegando agressão e difamação.
"Na minha idade, eu não podia ter agido daquela maneira, mas no momento eu estava muito irritado com os fatos. Nessa irritação eu errei e fui em cima do Carlos Miguel. Se eu quisesse arrebentá-lo eu arrebentava. Eu parei, não foi porque os outros tiraram não. Nao é verdade que eu quis matar o Carlos Miguel", relembrou,
Perguntado por Nicola sobre qual havia sido seu maior acerto enquanto esteve no São Paulo, Ataíde respondeu: "Foi fazer as bobagens que eu fiz de pegar o presidente do São Paulo". O ex-vice-presidente deu a mesma resposta para a pergunta de qual havia sido seu maior erro.
