Lenda do Manchester United, Gary Neville lembrou de quando pediu para deixar de ser capitão do time e foi "forçado" a continuar por Sir Alex Ferguson para que não causasse problemas dentro do elenco.
Em entrevista a "Sky Sports", o ex-jogador conta: "Me lesionei um ano depois de ter me tornado capitão e senti que não podia contribuir como deve fazer um capitão. Fui até Sir Alex na pré-temporada e lhe disse que não me via exercendo essa função com o grande nível de jogadores que tínhamos. Então, ele me disse: 'Você fica com essa p... de faixa. Giggs e você revezarão. Se eu dou ao Cristiano (Ronaldo), irrito Rooney. Se dou ao Vidic, irrito o Ferdinand'. Nós éramos como policiais no vestiário, mantendo tudo em ordem".
Para o ex-lateral da seleção, "Sir Alex me deixou à frente de Giggs porque ele estava entrando e saindo da equipe, já que o treinador fazia muitas rotações, e eu jogava sempre. Nos cinco ou seis anos que fui capitão, alternei com Giggs e Scholes. Mas foi diferente quando Keane e Robson foram capitães. Roy Keane foi o jogador que eu vi com mais influência dentro e fora de campo".
"Tiver Roy Keane como capitão durante 10 anos e ele se foi de uma forma inesperada e muito rápida no meio da temporada. Foi um grande choque e Roy era insubstituível. Tive capitães como Bryan Robson e Steve Bruce que tinham um caráter especial. Queria ser honesto comigo mesmo, era o representante da Associação de Jogadores aos 23 anos, acreditava que os jogadores tinham que estar unidos", completou Neville.
Defendendo o Manchester United por toda a sua carreira, Gary Neville disputou 598 partidas, conquistou oito taças da Premier League, duas Champions League, um Mundial de Clubes, três FA Cup e outras duas Copas da Liga Inglesa.
