<
>

De Messi a Guardiola: veja a lista dos melhores jogadores revelados pelo Barcelona

play
Artista cria 'mini Messi' de cerâmica e deixa até conta do Barcelona nas redes sociais atônita (0:51)

Clube compartilhou o vídeo em suas redes e elogiou o trabalho | via Instagram @taocixiansheng (0:51)

Fonte inesgotável de craques desde praticamente sua fundação, no Barcelona cresceram, se formaram e triunfaram diversos jogadores. Nomes de sua primeira época como Sagi-Barba e Alcántara (o primeiro grande goleador do clube) e outros posteriores da categoria de Biosca, Gonzalvo, Seguer, Olivella, Sadurní, Rifé ou Rexach fizeram parte do imaginário azul-grená...

Porém, foi a partir da criação de La Masia, em 1979 que o clube se determinou em agrupar suas jovens promesas. Nos anos anteriores, foram formados Sánchez, Mortalla e Carrasco. A partir dali, a lista de futebol que deram o salto se multiplicou, coincidindo com a chegada de Johan Cruyff ao banco de reservas.

Guillermo Amor e Luis Milla seguiram a Pedraza como “eleitos” da primeira fornada e, partir de então, Ferrer, Guardiola e Sergi se fizeram indispensáveis, seguidos por Òscar, Roger, Celades, Quique, Toni, Moreno e De la Peña (membros de uma leva tão empolgante quanto cortada por questões ‘políticas’), antes da eclosão de Xavi, Gabri, Puyol… E a ascensão à eternidade dos últimos tempos.

Com isso, é uma tarefa bem complicada montar uma lista dos dez melhores canteranos de toda a história do Barça... E ainda que se resuma apenas nos últimos 40 anos, desde o nascimento de La Masía, não é fácil escolher.

Na décima colocação figura Franciso José Carrasco, que disputou 376 jogos pelo clube entre 1979 e 1990. Guillermo Amor vem na sequência, com 421 partidas entre 1988 e 1998. Gerard Piqué, que está desde 2008, somando até o momento 531 duelos pelo Barça, figura na oitava posição.

O sétimo é Carles Puyol, ex-capitão e antigo companheiro de Piqué, tendo atuado 593 com a camisa azul-grená entre 1999 e 2013. O último nome antes do top 5 é o de Sergio Busquets, que desde 2008 já esteve em campo em 568 oportunidades pela equipe catalã.

Conteúdo patrocinado por Samsung, Sportingbet e Ford

Veja o top 5 abaixo:

1- Leo Messi

  • Desde 2004

  • 718 partidas

Indiscutível e unânime na eleição, Messi já seria considerado, por sua carreira e transcendência, o número um de toda a história do clube. A carreira de Leo é bem conhecida: chegou como um garoto, esteve ‘à prova’ até que Rexach entendeu imprescindível sua assinatura, cresceu a passos largos por todas as categorias, e em 2004 Frank Rijkaard o deu a oportunidade durante um clássico contra o Espanyol.

Líder futebolístico e - com o passar dos anos - espiritual do melhor Barça de todos os tempos, Messi não é só o maior artilheiro da história do clube, como também seu futebol ultrapassou todas as fronteiras para ser considerado o número um em nível mundial, conquistando com a equipe dez Ligas, quatro Champions League, três Mundiais de Clubes, seis Copas do Rei, três Supercopas da Europa e oito Supercopas da Espanha.

Uma história que, no momento, continua sem que se adivinhe o final e que o coloca no segundo lugar com mais partidas no time principal, atrás somente de Xavi Hernández.

2- Xavi Hernández

  • 1998-2015

  • 767 partidas

Jogador do Barcelona desde os 11 anos, ele estreou na equipe principal em 18 de outubro de 1998, em um jogo da Supercopa diante do Mallorca, lançado por Louis van Gaal e fechando a primeira temporada já com 26 partidas, apesar de sua juventude – 18 anos.

Sua importância no time cresceu exponencialmente a partir de 2001, jogando sempre mais de 45 partidas por temporada, com exceção de 2005-06, na qual se lesionou com gravidade. Foi a partir da Eurocopa de 2008 que conquistou com a Espanha que seu papel de líder e organizador virou indiscutível.

Guardiola, com quem coincidiu em seus primeiros momentos no elenco, o classificou como pedra filosofal do futuro e quando assumiu o cargo de treinador, em 2008, entregou a ele sem hesitar o controle do jogo, alcançando a consideração de estrela mundial.

O volante deixou o clube em 2015, entendendo que seu papel no campo já não era tão indiscutível, para acabar sua carreira no Catar, onde hoje é treinador... à espera de voltar ao Camp Nou para dirigir a equipe de sua vida. Como curiosidade, e demonstração de sua identificação com o Barça, cabe pontuar que em 1999, quando começava a surgir, rejeitou uma oferta milionária do Milan que aumentava dez vezes o salário que recebia naquele momento no time catalão.

3- Andrés Iniesta

  • 2002-2018

  • 674 partidas

Transferido do Albacete em 1996, aos 12 anos e depois que sua família preferiu o projeto do Barcelona ao do Real Madrid, ele foi escalando todas as categorias do clube até que Louis van Gaal lhe deu a chance em 29 de outubro de 2002, aos 18 anos, em uma partida da Champions League diante do Club Brugge na Bélgica.

Ainda que tivesse a favor todos os técnicos da base, seu estabelecimento nos 11 titulares foi menos fácil do que se poderia pensar. De fato, não alcançou a categoria indiscutível até 2006, apesar de que a partir da chegada de Guardiola ao banco, sua importância como azul-grená foi inquestionável.

Ator principal dos melhores anos do Barça, seu nome está escrito com letras douradas também na seleção, desde que fez o gol do título mundial em 2010. No verão de 2018, intuindo que seu papel pudesse se reduzir (mesmo que os números o desmintam), decidiu deixar o clube para acabar sua carreira no Japão, onde segue brilhando no Vissel Kobe.

play
0:51

Artista cria 'mini Messi' de cerâmica e deixa até conta do Barcelona nas redes sociais atônita

Clube compartilhou o vídeo em suas redes e elogiou o trabalho | via Instagram @taocixiansheng

4- Pep Guardiola

  • 1990-2001

  • 384 partidas

Provavelmente seja a personalidade mais destacada junto a Johan Cruyff no último meio século do Barcelona e, antes que sua breve carreira como treinador do clube (2008-2012) fosse a mais triunfal da história, durante uma década foi um futebolista tão descomunal como imprescindível para entender a glória do Dream Team.

Tendo chegado ao clube aos 13 anos, em 1984, Johan Cruyff o colocou em cena aos 19 em uma partida diante do Cádiz, em dezembro de 1990. Surpreendeu desde o primeiro dia por sua autoconfiança e ousadia, ainda mais por seu físico franzino, o que não evitou que se convertesse no diretor futebolístico da equipe.

Capitão a partir da saída de Bakero em 1996, ele esteve perto de abandonar o clube naquele mesmo ano, seduzido por uma milionária oferta do Parma, que acabou por não aceitar diante do grande apoio recebido por parte da torcida azul-grená, que forçou o presidente da época, Josep Lluís Núñez, a assinar uma vantajosa renovação.

Seu carisma no vestiário e em campo converteram-no em um líder indiscutível até sua saída ao Brescia em 2001. Aposentou-se em 2006, jogando no Dorados de Sinaloa, depois de ter passado pela Roma (sem muito sucesso) e o Al-Ahli, do Catar... E ter sido rejeitado pelo Manchester City, com o qual treinou durante uma semana.

Assim que se aposentou, começou o curso de treinador, estreando em 2007 com o Barça B... E o resto é uma história bem conhecida.

5- Víctor Valdés

  • 2002-2014

  • 535 partidas

Tinha dez anos quando em 1992 passou a fazer parte da base e, ainda que tenha estado por três anos em Tenerife com sua familia, voltou em 1995 para ficar de vez no clube azul-grená.

Estreou no primeiro time sob o comando de Louis van Gaal em 14 de agosto de 2002, em uma partida da Champions League diante do Legia Varsóvia, mas não ficou com o posto de titular indiscutível até um ano mais tarde. Antes disso, inclusive, esteve perto de abandonar o clube, porque, “castigado” pelo técnico holandês a jogar na filial, Valdés desapareceu durante três dias e houve rumor de uma despedida, que não se concretizou.

Durante a pré-temporada de 2003, uma lesão do recém-contratado Rustu (que veio para ser titular), deu a Valdés a oportunidade de ficar com o posto e, desde então, com Frank Rijkaard no comando, virou indiscutível. E não deixou de sê-lo até o último dia.

No começo de 2013, de surpresa, anunciou sua decisão de não renovar seu contrato que acabava um ano depois, para seguir sua carreira no exterior e se manteve firme em sua determinação, apesar da grave lesão que sofreu diante do Celta, em março de 2014, rejeitando a última oferta do clube, ainda que o Monaco, com o qual tinha um acordo, recuou.

Acabou recrutado por seu mentor Van Gaal no Manchester United, mas ficou encostado. Jogou meia temporada no Standard Liege, ganhando a Copa da Bélgica, e se aposentou no Middlesbrough em 2017.

Ele voltou ao Barça no meio de 2019 como treinador do time juvenil... E foi despedido ao final de 12 semanas depois de diferentes confrontos dentro do clube. Porém, na memória permanece, acima de tudo, seu papel no gol, fundamental para entender os êxitos do Barça de Rijkaard primeiramente e depois do time de Guardiola. Por mérito próprio, converteu-se no melhor goleiro da história do clube.