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Ronaldinho é o 'maior interessado' em contribuir com investigação no Paraguai, diz advogado

Ronaldinho Gaúcho deixou na noite da última terça-feira a Agrupación Especializada de Assunção após ficar 32 dias detido junto ao irmão Roberto Assis por ter entrado no Paraguai com documentos falsos.

Em entrevista nesta quarta à rádio Universo 970AM, um dos advogados do pentacampeão do mundo explicou por que ele teve revista sua prisão preventiva para a domiciliar após três negativas anteriores.

“Antes, a investigação estava em estado incipiente e o Ministério Público tinha se manifestado sobre a possibilidade de encontrar outros fios condutores para ampliar ou não o estado de suspeita. Essa situação não se deu, foi feita a perícia dos celulares - entregues voluntariamente por nossos clientes – e não se encontrou nada. Também foi feito um depósito em dinheiro bastante importante, eles aumentaram a fiança real proposta”, explicou Adolfo Marín.

Ronaldinho depositou no Banco Nacional de Fomento (BNF) 1,6 milhão de dólares como garantia de que ele e seu irmão não deixarão o país durante a investigação.

“Há uma suspeita sobre o uso de documentos públicos, e o Ministério Público tem seis meses para investigar, mas não significa que precisa usar esse prazo (pode-se reduzir ou ampliar pelo mesmo período)”, lembrou o defensor.

“Suponho que a complexidade do caso passe pela multidão de pessoas que de uma maneira ou outra possam ter responsabilidade. Com respeito a nossos clientes, eles estão sob suspeita por utilização de documentos públicos”.

Adolfo Marín disse que Ronaldinho é o "maior interessado" em ver tudo resolvido.

“Nós o notamos bastante respeitoso com a situação, ele sabe do processo que está sendo levado a cabo e tem muita confiança na Justiça. Sabe também do carinho e apreço que se tem por ele, mas sabe dividir isso: uma coisa é ele causar a empatia das pessoas, a outra é estar em meio a um processo judicial”.

“De fato, ainda que o estado de presunção de inocência governe todo o processo, ele é o maior interessado em contribuir com tudo o que se possa para chegar à realidade dos fatos investigados”, garantiu.

O advogado também explicou a escolha do Hotel Palmaroga, no centro histórico de Assunção, como local da prisão domiciliar.

“O círculo próximo a Ronaldinho e seu irmão foi quem escolheu o lugar para a prisão domiciliar, nós (advogados) não tivemos nenhum tipo de ingerência. O que nos pediram é que eles ficassem em um local próximo ao Ministério Público, ao poder judiciário, para qualquer requisição e também para que a Polícia Nacional possa controlar as medidas”, falou.