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Uma história do PSG: como o 'pobre' virou bilionário, mas ainda corre atrás do maior título

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Neymar faz cachorros de zagueiros e aplica dribles desconcertantes em 'brincadeira da bolinha' (0:31)

Via Instagram @neymarjr | Atacante do PSG se diverte em casa durante quarentena (0:31)

Clube novo, novo rico, conexão com brasileiros. Fundado em 1970, o Paris Saint-Germain chega aos 50 anos de história na lista dos clubes mais ricos do mundo. Mas nem sempre foi assim: a vida financeira robusta só veio em 2011, quando um investimento absurdo mudou o time de patamar.

Curiosamente, a ligação com o futebol brasileiro vem de longa data, desde os anos 90, quando jogadores como Ricardo Gomes, Valdo, Raí e Leonardo fizeram sucesso com a camisa do clube francês.

Foi também via PSG que Ronaldinho Gaúcho chegou à Europa, em 2001, e chamou a atenção do Barcelona, que o contratou dois anos depois. O resto é história.

Franceses de renome como Luis Fernández, David Ginola, Bernard Lama, Claude Makelele e Dominique Rocheteau passaram pelo clube, bem como outros ídolos históricos, como o português Pauleta e o nigeriano Jay-Jay Okocha.

Mas faltava o salto financeiro, que veio em 2011, quando a QSI (Qatar Sports Investments) assumiu o controle do clube. Aí, as coisas mudaram.

Por exemplo: em 2010-2011, o elenco contava com nomes como Alphonse Aréola, Ceará, Zoumana Camara, Mamadou Sakho, Christophe Jallet, Makelele, Nenê, Mevlut Erdinc e Ludovic Giuly, sob o comando de Antoine Kombouaré.

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“Cinco temporadas no PSG. Tive no período das vacas magras (risos), pré-xeque, hoje as vagas estão bem gordas. Ficou marcado na história, 198 jogos nessa passagem, o quinto brasileiro com mais jogos pelo PSG, então muito feliz pela passagem que eu tive lá”, disse o brasileiro Ceará, presente naquele elenco, em entrevista à ESPN Brasil em 2017.

Não dá para negar que ele tem razão. O jovem Sakho, de apenas 20 anos, era o jogador mais valorizado daquele elenco, com valor de mercado estimado em 16 milhões de euros, de acordo com o Transfermarkt, referência no assunto.

Na temporada seguinte, chegaram nomes como Javier Pastore (26 milhões de euros), Alex (zagueiro, ex-Santos e Chelsea), Diego Lugano, Thiago Motta, Maxwell, Blaise Matuidi, já sob a batuta de um técnico também de renome mundial, Carlo Ancelotti.

Em 2012-2013, a grande virada, com mais reforços de peso como Thiago Silva, Lucas Moura, David Beckham, Marco Verratti, Zlatan Ibrahimovic e Ezequiel Lavezzi.

Bem-vindo ao mundo dos bilionários! Se pensar no valor de Neymar, Kylian Mbappé, Edinson Cavani e cia, realmente, o elenco de 2010-2011 está a anos-luz do faraônico investimento que veio do Qatar.

Hoje, o PSG aparece entre os times mais ricos do planeta. Segundo o Transfermarkt, o clube está na quinta posição, com valor de 1,02 bilhão de euros, atrás de Barcelona, Real Madrid, Liverpool e outro “novo rico”, o Manchester City.

Mas dinheiro não traz, automaticamente, felicidade – leia-se títulos –, e falta a sonhada Champions League. Será que vem?