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Craques que não foram: relembre promessas dos anos 2000 que ficaram pelo caminho

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Com novo visual e máscara especial, Andreas Pereira, do United, dá 'canseira' em cachorro no quintal (0:40)

Jogador dos Red Devils desafiou o pet para aquele tradicional um contra um (0:40)

Há dez anos, no começo de 2010, os torcedores de Old Trafford se entregavam a um jovem italiano que 'se tornaria' um craque indiscutível do Manchester United. Se chamava – se chama – Federico Macheda e combinava suas aparições no time titular e no reserva, após um nascimento explosivo, em abril de 2009, quando marcou dois gols em duas rodadas que acabaram sendo decisivos na conquista do título dos Red Devils.

Macheda era o nome da moda. Nascido em 1991 (quando Ryan Giggs fez sua estreia), sua carreira, no entanto, não se concretizou. Hoje, após uma década, recupera o tempo na Grécia, com o Panathinaikos, mas sempre haverá a sensação do que poderia ter sido e não foi.

Sua carreira, contudo, seria assinada com olhos fechados por Freddy Adu, dois anos mais velho e que estreou na MLS em 2003, aos 15, e convertido em uma estrela midiática antes do tempo. De Adu se diziam, escreviam, maravilhas, apresentando-o como o Michael Jordan do futebol e dando como certo que sua carreira quebraria todos os moldes.

Hoje, aos 32 anos, ele, que foi conhecido como ‘o novo Pelé’, permanece no anonimato, depois de abandonar o Las Vegas Light, da segunda divisão norte-americana e depois de uma carreira que o levou a tropeçar por toda a Europa, em times de segunda e terceira divisões, quando não semi-desconhecidas, com permanências efêmeras e invisíveis em Benfica ou Monaco.

Jogadores que poderiam ter sido estrelas e ficaram no meio do caminho, com sorte, ou diretamente na rampa de sápida têm muitos, e um dos últimos exemplos pode ser visto em Ravel Morrison, de 27 anos, cedido hoje pelo Sheffield United ao Middlesbrough, onde ainda não deslanchou e, depois de dez anos após ser considerado uma estrela em ascensão do Manchester United, onde debutou aos 17 anos de idade, antes de passear por West Ham, Brimingham, Lazio, Atlas e até Osterund, com mais dor do que glória.

O futebol mundial segue com a atenção em Mbappé e Haaland; Vinicius Jr., Ansu Fati, Camavinga ou João Félix, enquanto segue buscando novas sensações. Algo que se repete de forma habitual.

Houve um momento especial nesse segmento midiático e profissional. Quando chegou o ano 2000 iluminando uma série de jogadores que, naquele momento, foram considerados os craques do novo século. Havia Xavi, Casillas, Gerrard, Ronaldinho, Pirlo, Hargreaves (que sofreu com lesão), Santa Cruz...

Mas com eles, ao lado deles quando apresentados como estrelas indiscutíveis, existe uma lista interminável de jogadores que ficaram no meio do caminho, como é o caso de Macheda, ou desempenharam uma carreira invisível como Freddy Adu.

Essa é uma lista de cinco jogadores, chamados à lenda. E que, no melhor dos casos, desenvolveram uma carreira profissional de segundo nível.

Fabio Gatti

Meio-campista italiano, nascido em 1982 e que em 2001 fez maravilhas em Perugia. Seu nome foi relacionado com o Milan, mas, de repente, com apenas 21 anos, se acabou futebolisticamente após duas temporadas na Serie A. O Napoli viu nele um jogador chave para voltar à elite desde a Serie C1, que ocupava em 2004, mas nunca chegou a vingar, saindo em 2013 sem alcançar o esperado, depois de chegar a estrear na seleção sub-21.

Francis Jeffers

Atacante inglês que, nascido em 1981, chegou a ser internacional com a seleção principal (um gol em um jogo), ficou conhecido no Everton aos 17 anos de idade. O Arsenal pagou 16 milhões de dólares em 2001... E sua carreira foi se apagando no velho Highbury, passando por diversos lugares sem sorte, chegando a jogar na Austrália e em Malta, e se aposentando em 2013, quando jogava na quarta divisão da Inglaterra.

Mario Rosas

Meia espanhol nascido em 1980 e que em certo momento foi considerado o maior talento da academia do Barcelona, acima de Xavi, com quem jogou no juvenil. Uma semana antes de completar 18 anos, chegou a debutar, em maio de 1998, com o time principal, comandado por Van Gaal... Mas nunca foi o que se esperava.

Jogou mais cinco partidas na primeira divisão com o Alavés, em 2001, e a partir daí, seguiu carreira em diversos clubes da segunda e da terceira divisão, com uma passagem efêmera pelo Azerbaijão antes de se aposentar, em 2014, nas fileiras de Eldense.

Javier Portillo

Artilheiro das categorias de base do Real Madrid, teve uma aparição brilhante com a equipe principal em 2002, aos 20 anos, chegando a marcar 15 gols em 23 partidas para ser considerado um craque do futuro... O que não aconteceu.

Passou sem brilhar por Fiorentina e Brujas, não se estabeleceu no Osasuna e acabou, depois de passar por Tarragona e Las Palmas, se aposentando na terceira divisão, com o Hércules, em 2016.

Johnier Montaño

Meia colombiano que, depois de se fazer conhecido aos 15 anos no América e se destacar no Quilmes, foi recrutado pelo Parma, estreou na Série A com 17 anos em 2000... Sem alcançar o que esperava.

Passou pelo Verona, voltou à Colômbia no Santa Fé ou Tolima, se recuperou no Peru, com o Alianza Lima, antes de uma curta e discreta experiência na Turquia, e hoje segue no Peru, com o Cantolao.