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Brasileiro preso na Rússia após 'favor' a Fernando, ex-Grêmio e seleção, sofre ainda mais sem carta de presidente da Câmara

A vida de Robson do Nascimento Oliveira não tem sido fácil. E seu drama só aumenta. Preso há mais de um ano por tentar entrar na Rússia com um medicamento proibido, que lhe fez ser enquadrado por crime de tráfico, o motorista então contratado pelo volante Fernando, ex-Grêmio e seleção brasileira e que à época jogava pelo Spartak Moscou, segue à espera de ajuda para sair da cadeia.

E os últimos passos desta história não foram felizes para o ex-fuzileiro naval, como revelou em seu blog no portal UOL o jornalista da ESPN Brasil Mauro Cezar Pereira, nesta terça-feira (24).

Robson participaria de uma audiência nesta quarta-feira (25), mas ela foi adiada por conta da pandemia de coronavírus em todo o planeta Terra. Antes disso, a juíza que cuidava do caso se aposentou e precisou ser substituída.

Outra dificulade: a defesa do brasileiro espera há meses por uma carta do presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Maia (DEM). A sugestão foi feita pelo embaixador russo em Brasília, Sergey Akopov, mas os advogados nunca tiveram uma resposta concreta.

"Solicitamos a carta, e ele nunca respondeu objetivamente", explicou o deputado Marcelo Freixo (PSOL) em entrevista ao blog.

Robson está detido desde 18 de março de 2019 em Kashira, cidade a 110km de Moscou. Ele viajou à Rússia para prestar serviço ao jogador Fernando. Um dos pedidos da família do volante teria sido levar o remédio Mytedom 10mg, o cloridrato de metadona, medicamento que é proibido no país, visto como droga.

O brasileiro foi pego pela polícia no aeroporto e desde então está preso. Em Kashira, Robson divide cela com presos de outras nacionalidades e tem sido motivo de chacota por ser negro e não falar o idioma local, disse seu advogado brasileiro, Olímpio Soares.

"Me tira daqui, pelo amor de Deus, estou morto", suplicou Robson em contato com Soares, que esteve na Rússia semana passada para visitar o cliente. Na Europa, quem cuida do caso é o russo Pavel Gerasimov.