Preso no Paraguai junto ao seu irmão Roberto Assis desde a última sexta-feira, Ronaldinho Gaúcho está buscando novas alternativas para conseguir deixar a Agrupación Especializada e ganhar a liberdade após entrar no país com passaportes falsos.
A reportagem apurou que o astro procurou outro advogado para ajudar na situação – atualmente ele possui oito defensores, sete paraguaios (de dois escritórios diferentes) e um brasileiro (Sérgio Queiroz).
Quem vai auxiliá-lo também agora é Fernando Magalhães, advogado que há dez anos atua entre Brasil e Paraguai.
O mineiro ficou conhecido por atuar na defesa de Adelio Bispo (que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha em 2018) e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, supostamente o assassino de Eliza Samúdio a mando do goleiro Bruno há dez anos.
Ronaldinho ficou extremamente abalado na última terça, quando o juiz Gustavo Amarilla não acatou o pedido da defesa por prisão domiciliar ou liberdade dos irmãos Assis e os manteve em detenção preventiva.
Por causa disso, o melhor do mundo em 2005 e 2006 ficou decidido a buscar uma “segunda opinião” com relação a sua defesa e lhe foi sugerido o nome de Fernando Magalhães, com bom trânsito na Justiça paraguaia.
Atualmente, o Ministério Público espera pela apresentação de Dalia López, a empresária que trouxe Ronaldinho e Assis ao país vizinho. Ela está foragida e é peça-chave na investigação.
Enquanto isso, a Fiscalía trabalha nas perícias dos celulares dos irmãos brasileiros. Eles receberam os passaportes falsos de Wilmondes Sousa Lira (empresário também preso) e sua esposa, Paula Lira, que atuou como intermediária junto a Dalia López.
O ESPN.com.br também apurou que o juiz Gustavo Amarilla não está mais à frente do caso Ronaldinho.
Juiz penal de garantias (primeira instância) interino, ele deve ser substituído já a partir desta quinta-feira por Alicia Veronica María Pedrozo Berni, do segundo turno.
