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Do vexame à nova chance: veja dez coisas que mudaram no São Paulo de uma Libertadores para a outra

Último brasileiro a ir a campo na Copa Libertadores, o São Paulo começa nesta quinta-feira, no Peru, sua 20ª participação no principal torneio sul-americano de clubes. A expectativa é tão grande pelos lados do Morumbi que até parece que faz tempo que isso não acontece.

O time tricolor disputou a Libertadores do ano passado, mas saiu tão rapidamente que mal sentiu o gosto de brigar pelo tetracampeonato. O vexame contra o Talleres causou diversas mudanças no São Paulo, de treinador até elenco, e fez com que o clube chegasse agora mais pronto.

Veja abaixo dez fatos que transformaram o time tricolor desde a queda antes da fase de grupos em 2019 para a estreia desta quinta, contra o Binacional, na altitude de 3,8 mil metros de Juliaca.

1 - O bode expiatório

Horas depois do empate sem gols com o Talleres em casa, a diretoria liderada por Raí convocou uma entrevista para anunciar a saída de André Jardine, técnico de muitos títulos na base e sem resultado no profissional. O cartola aproveitou também para confirmar Cuca como novo treinador, ainda que ele só pudesse assumir daqui dois meses, em abril.

2 - Enxugamento do elenco

A eliminação precoce prejudicou, claro, as finanças do clube, que projetava ir ao menos até as quartas de final da Libertadores. Com isso, a ideia foi enxugar a folha salarial, com saídas de jogadores considerados caros. Diego Souza foi cedido gratuitamente ao Botafogo, enquanto Nenê, pouco tempo depois, rumou para o Fluminense.

3 - Aposta na base

Sem dinheiro para gastar, o São Paulo abriu espaço no elenco para promessas que acabavam de conquistar a Copa São Paulo. Destaque para Antony e Igor Gomes, que assumiram a titularidade no decorrer do Campeonato Paulista e mudaram a cara do time, ao lado de outros jovens, como os volantes Luan e Liziero, também criados em Cotia.

4 - Volta a uma final

Sob a tutela do interino Vagner Mancini, o time encontrou um rumo no Paulistão, passou pelo Ituano nas quartas, eliminou o Palmeiras no Allianz Parque, nos pênaltis, e voltou a uma final de campeonato depois de sete anos. Já com Cuca no banco, o São Paulo acabaria perdendo a final para o Corinthians, com gol nos minutos finais.

5 - Primeira leva de reforços

O começo do Brasileirão e da "era Cuca" fez o São Paulo ir ao mercado. Chegaram o volante Tchê Tchê, homem de confiança do treinador nos tempos de Palmeiras, e também o atacante Alexandre Pato, mais pedido pela torcida do que pela comissão técnica. Com os dois, e mais o empréstimo de Raniel, a diretoria deu sequência à reformulação para a temporada.

6 - Pacotão europeu

Os principais reforços, porém, chegaram no meio do ano. A diretoria são-paulina foi até a Europa para repatriar o lateral Daniel Alves, capitão da seleção brasileira e em fim de contrato com o Paris Saint-Germain, e de quebra arrebatou o também lateral Juanfran, espanhol do Atlético de Madrid. Vitor Bueno, esquecido no futebol ucraniano, também veio na bagagem.

7 - Sai Cuca, entra Diniz

Mesmo com um time mais qualificado, o São Paulo não engrenava no Campeonato Brasileiro, o que causou a saída de Cuca. A ideia era ter Vagner Mancini como interino até a escolha de um novo técnico, talvez até o fim do campeonato, mas, por sugestão de alguns jogadores, o clube fechou surpreendentemente com Fernando Diniz.

8 - Vaga na fase de grupos

O futebol não melhorou tanto assim, mas a campanha com Diniz foi suficiente para conseguir o sexto lugar no Brasileirão e ficar com uma das vagas diretas para a fase de grupos da Libertadores. Ao contrário de 2019, o São Paulo não precisaria se preocupar com uma queda precoce e poderia planejar melhor a temporada completa.

9 - Nada de reforços

Quem esperava contratações, frustrou-se. Com uma dívida estimada em R$ 180 milhões, o São Paulo optou por manter o elenco de 2019 e não investiu em nenhum novo jogador. Os "reforços" foram Tiago Volpi, Igor Vinícius e Vitor Bueno, que estavam emprestados e foram adquiridos em definitivo. Antony, na contramão, foi vendido, mas só se apresentará ao Ajax em julho.

10 - Futebol melhora

Ainda que com oscilações, o São Paulo mostrou mais desempenho neste começo de ano. Fernando Diniz criou um padrão de jogo, fixou Daniel Alves como "volante-armador" e montou uma equipe que cria muitas oportunidades de gol, ainda que peque na hora de conclui-las. O time chega à estreia da Libertadores com apenas uma derrota em oito jogos e pinta de evolução para as próximas semanas.