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Cruzeiro quer contratar cinco e ficou perto de dupla do São Paulo, mas um 'não teve interesse'

Em meio a uma grave crise política, financeira e esportiva, o Cruzeiro busca montar um elenco para a disputa da temporada de 2020. Além da saída de diversos jogadores, o time celeste mira a contratação de cinco reforços.

Em entrevista exclusiva à ESPN, o diretor-executivo de futebol do clube, Ocimar Bolicenho, atualizou a situação de alguns nomes que interessam ao clube mineiro.

"O Everton Felipe estou negociando com o São Paulo tínhamos feito uma operação com dois atletas, mas um deles acabou não vindo. Estou renegociando com o Alexandre Pássaro [diretor do São Paulo] para fecharmos o Everton Felipe, mas o negócio não está concluído. Ele viria por empréstimo até o final do ano e o clube arcando com parte dos salários. O Tréllez era o segundo nome, mas parece que ele não tem interesse em vir para cá. Como a negociação envolvia os dois, estamos tentando reestabelecer só com um", admitiu o dirigente.

Além do jogador do São Paulo, o Cruzeiro tenta resolver a situação do zagueiro Ramon, contratado pela gestão anterior.

"O zagueiro Ramon [que atuava no Vitória] está aqui, mas ele tinha um pré-contrato estabelecido com valores que o Cruzeiro não pode cumprir. Estamos tentando ajustar esse compromisso que foi assumido pela gestão anterior para saber se o Ramon ficará. As coisas estão indo por um bom caminho e tenho a impressão que vai conseguir enquadrar nas nossas condições", afirmou.

Segundo André Cury, empresário do jogador, a ideia do Cruzeiro é diminuir o salário e aumentar o tempo de contrato, que iria até o final de 2020.

O Cruzeiro deve utilizar Orejuela, contratado recentemente de forma definitiva, como moeda de troca para vinda de reforços. O Palmeiras surge como um dos interessados no jogador e pode ceder por empréstimo outros atletas.

Depois do Mineiro, o elenco passará por mais mudanças.

"A nossa ideia é reforçar mais o time depois do Estadual. Até porque jogar a Série B é uma outra coisa. Uma competição muito difícil e que o Cruzeiro irá enfrentar pela primeira vez. Temos que star muito alertas para termos um time competitivos a partir da primeira partida da Série B. Deveremos ter reforços de um quilate diferente", disse.

TETO DE R$ 150 MIL? NÃO É BEM ASSIM...

Segundo Bolicenho, o Cruzeiro planeja é trabalhar com uma folha salarial de R$ 4 milhões por mês - ou seja, pode haver tanto atletas com vencimentos altos quanto baixos, desde que não estoure o teto de R$ 4 milhões.

"A história do teto de R$ 150 mil por jogador foi a declaração de um dirigente. O que vamos fazer é trabalhar com uma folha salarial dois terços menor que 2019, ou seja, uns 4 milhões por mês", salientou o executivo.

"O desafio não existe teto estabelecido, mas o teto de folha salarial. Cada situação tem sido resolvida de forma individual e temos que enquadrar. Já temos muito bem definidos os nomes que pretendemos que fiquem para a Série B conosco", complementou.