O diretor-executivo Alexandre Mattos, 43, não é mais funcionário do Palmeiras.
O executivo foi demitido neste domingo (1º) pouco depois da queda do técnico Mano Menezes e da derrota para o Flamengo por 3 a 1, no Allianz Parque.
No Palmeiras desde 2015, vindo do Cruzeiro, ele foi responsável pela montagem dos elencos nos últimos quatro anos e pela gestão de futebol nesse período de quase cinco anos.
Durante sua passagem, o Palmeiras voltou a conquistar a Copa do Brasil depois de três anos, em 2015. Mas, sem dúvida, suas maiores conquistas foram os campeonatos brasileiros de 2016 e 2018.
O Palmeiras não era campeão brasileiro desde 1994.
Se, por um lado, teve as conquistas para se vangloriar, também é verdade que acumulou decepções com seguidos insucessos na Copa Libertadores, principal objetivo e verdadeira obsessão no Palmeiras.
Durante sua gestão, também, o Palmeiras teve sete trocas de treinadores: Oswaldo Oliveira, Marcelo Oliveira, Cuca, Eduardo Baptista, Roger, Alberto Valentim, Felipão e Mano Menezes foram contratados e posteriormente demitidos pela gestão do executivo.
Com Cuca, Mattos teve muitas rusgas e o presidente Mauricio Galiotte teve de intervir para colocar panos quentes na situação, em 2017.
Há cerca de dois meses, Mattos passou a ser alvo de campanha de setores da torcida, em especial a organizada Mancha Verde, que o acusa de "ladrão" e chegou a fazer protestos na porta do condomínio em que ele reside, na região de Barueri, na Grande São Paulo.
Mattos e a Mancha Verde tiveram relação muito próxima no passado. O executivo visitou a a quadra da escola de samba pertencente à torcida em mais de uma oportunidade.
Alexandre, aos poucos, foi sendo isolado no Palmeiras. Depois da Mancha, ele perdeu publicamente o apoio de Leila Pereira, presidente da Crefisa, patrocinadora do clube e virtual candidata da situação para a presidência do clube em 2021.
A montagem equivocada do elenco para os desafios de 2019 foram também colocadas na conta do diretor. Mattos, juntamente com Mano, já trabalhava na montagem do elenco para 2020.
O futebol do Palmeiras, desse modo, agora está sem comando no campo e na diretoria.
