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Rival do Dortmund foi da 1ª à 4ª divisão em 3 anos, mas precisou só de 2 para voltar à Bundesliga; entenda a 'mágica'

O Paderborn 07, rival do Borussia Dortmund nesta sexta-feira, vive uma das décadas mais emocionantes com que um torcedor de futebol pode lidar. O clube foi de uma vez só da primeira para a quarta divisão alemão e conseguiu voltar de forma ainda mais rápida.

alcançou a Bundesliga de forma inédita em 2013-14, um momento histórico para o modesto clube, que adotou sua atual identidade em 1985 após fusão entre dois times. O período de euforia para o torcedor, porém, duraria pouco. Pior, viraria um pesadelo em pouquíssimo tempo.

Após o vice-campeonato na segunda divisão em 2013-14, a equipe contou com um investimento modesto - gastou 1,95 milhão de euros com novos jogadores, segundo o site Transfermarkt - e acabou rebaixado logo no ano de estreia. E na condição de lanterna, após 17 derrotas, dez empates e sete vitórias.

Apesar da queda, o técnico André Breitenreiter mostrou-se valorizado, foi contratado pelo Schalke 04 e acabou substituído por Stefan Effenberg, ídolo do Bayern de Munique como jogador. O ex-meio-campista fazia sua primeira (e única, até o momento) experiência como treinador, e esta acabou de forma desastrosa.

Effenberg seria demitido no começo de março de 2016, após 24 de 34 rodadas, quando o time somava 19 pontos e aparecia como penúltima. Sob o comando de René Müller, o Paderborn encerraria a segunda divisão na lanterna com 28 pontos e, consequentemente, amargando mais um rebaixamento.

Na terceira divisão, era a chance de um recomeço. Ou da extensão do pesadelo. E foi justamente a segunda opção que ocorreu. Com uma campanha de 18 derrotas, oito empates e 12 vitórias, o Paderborn fez 44 pontos e terminou na 18ª colocação, a primeira da zona de rebaixamento.

Durante a temporada, Müller sairia em novembro, e Florian Fulland comandou o time interinamente por dois jogos, antes de Stefan Emmerling ser contratado. Depois de pouco mais de quatro meses, ele sairia e foi substituído por Steffen Baumgart, que comandou a equipe nas últimas quatro rodadas da terceira divisão e não conseguiu evitar mais um rebaixamento. O terceiro consecutivo.

Entre 2014 e 2017, o que era um conto de fadas para o torcedor do Paderborn virou uma verdadeira história de terror.

No entanto, a reversão desta história veio de forma igualmente veloz. Ou melhor, foi ainda mais.

Primeiramente, a queda para a quarta divisão ficou apenas no campo e não se materializou. Isso porque, o Munique 1860, que tinha acabado de ir da segunda para a terceira divisão, estava envolvido em uma situação extracampo delicada, não tirou a licença e foi direto ao quarto escalão, beneficiando o Paderborn.

Em 2017-18, a equipe deu uma resposta significativa: vice-campeonato com 83 pontos, dois a menos do que o Magedburg - o terceiro, Karlsruher, ficou com apenas 69. Além disso, teve o melhor ataque da competição, com 90 gols em 38 rodadas.

O vice foi repetido em 2018-19 na segunda divisão, deixando o tradicional Hamburgo no quarto lugar.

Agora, o desafio é evitar pegar o elevador novamente – pelo menos não descer tanto e, muito menos, com uma velocidade a que se acostumou.

Na lanterna da Bundesliga após quatro pontos e nove derrotas nas 11 primeiras rodadas, o Paderborn visita o Borussia Dortmund no Signal Iduna Park, nesta sexta-feira, às 16h30 (de Brasília).