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A jornal, Fifa diz que Ucrânia é quem deve tomar medidas após caso de racismo contra Dentinho e Taison

No último domingo o clássico ucraniano entre Shakhtar Donetsk e Dínamo de Kiev ficou marcado por mais um caso de racismo na Ucrânia.

Os torcedores visitantes ofenderam os brasileiros Taison e Dentinho e o ex-jogador do Internacional reagiu mostrando o dedo do meio e jogando a bola em direção à torcida. Por conta de suas atitudes, Taison foi expulso pela arbitragem.

O jogo foi paralisado por alguns minutos e retomado depois, terminando com vitória por 1 a 0 dos donos da casa. Nesta segunda-feira, ao jornal Folha de São Paulo, a Fifa afirmou que a responsabilidade sobre o caso é das autoridades ucranianas.

"Não estamos a par de todos os detalhes acerca deste incidente. Enquanto é a responsabilidade das autoridades ucranianas cuidar, investigar e agir sobre qualquer incidente na liga ucraniana, o posicionamento da Fifa é inequívoco no sentido de que qualquer tipo de discriminação não tem espaço no futebol", disse um porta-voz da entidade ao jornal.

A entidade cita o artigo 4º de seu estatuto oficial, que diz que qualquer ato discriminatório é "proibido e passível de ser punido com suspensão ou expulsão". Atualizado em julho deste ano, o Código Disciplinar da entidade prevê punições mais severas contra casos de racismo e um procedimento de três etapas.

Primeiro vem a paralisação da partida, depois o aviso através do alto-falante do estádio e, então, o encerramento da partida com a equipe infratora sendo declarada derrotada. No clássico ucraniano as duas primeiras etapas foram cumpridas e, depois, o jogo reiniciado com Taison expulso.

Questionada sobre a punição de uma vítima de racismo com a expulsão, a Fifa não respondeu. Nesta segunda-feira o sindicato dos jogadores anunciou que irá buscar as medidas legais para que a expulsão de Taison seja rescindida.