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Fernando Diniz completa um mês de São Paulo e números (e apoio interno) são melhores do que na era Cuca

Cuca decidiu pedir demissão do São Paulo dizendo que "seu estilo não casou" e que "não encaixou". Isso foi em 26 de setembro. No dia seguinte, Fernando Diniz foi apresentado no CT da Barra Funda com muitos questionamentos sobre seu "estilo", sua forma de trabalhar e seus resultados --no Athletico-PR e no Fluminense saiu em baixa. Estreou em 28 de setembro, com um empate sem gols com o Flamengo. Agora, com um mês completado no comando, tem números melhores que o antecessor e vai cativando até quem antes protestava internamente contra sua escolha.

Foram sete jogos na era Diniz, com quatro vitórias (Fortaleza, Corinthians, Avaí e Atlético-MG), dois empates (Flamengo e Bahia) e uma derrota (Cruzeiro). Analisando os sete primeiros jogos de Cuca no Brasileiro, são três vitórias (Botafogo, Goiás e Fortaleza), três empates (Flamengo, Bahia e Cruzeiro) e uma derrota (Corinthians).

Diniz leva a melhor em relação ao antecessor em outros aspectos. Como o desempenho do time como mandante.

Com o triunfo diante do Atlético-MG por 2 a 0 no domingo, no Morumbi, o São Paulo somou a quarta vitória em quatro jogos em casa na era Diniz. Cuca teve o mesmo número de triunfos como mandante pelo time tricolor, mas fez muito mais jogos (11) e com mais tempo de trabalho (cinco meses).

O aproveitamento geral na competição também é diferente. Diniz fez o time obter 66,6% dos pontos conquistados. Já Cuca despediu-se com 55,5%.

A posição na tabela também é melhor com Diniz: 4º lugar contra o 6º, posição em que Cuca deixou a equipe ao se despedir.

Diniz também levou a melhor no primeiro clássico que fez pelo São Paulo no Nacional (1 a 0 no Corinthians), enquanto Cuca ganhou apenas na terceira oportunidade. Antes, havia perdido para o Corinthians e empatado com o Palmeiras antes de derrotar o Santos).

A defesa sempre foi o ponto forte dos dois treinadores no São Paulo. Mas o sistema de jogo do time de Fernando Diniz é melhor. Sofreu dois gols em sete jogos (média de 0,28 tento por partida). Já com Cuca foram 15 gols contra em 21 jogos (média de 0,71 por partida).

O ataque é o ponto baixo para ambos e é também o dado que Diniz leva a pior: seis gols pró em sete jogos (média de 0,85) x 23 gols marcados em 21 jogos (média de 1,09).

Nos bastidores, Diniz tem arrancado elogios de diretores e de conslheiros influentes à presidência por estar dando oportunidade aos jovens (Igor Gomes voltou a ser titular após 27 rodadas) e também resgatando os melhores momentos dessa turma (Antony, Luan, Liziero e Igor Vinícius).

Também elogiam a forma como ele vem conseguindo trabalhar com Daniel Alves, tendo escalado o jogador, quando foi preciso, na lateral-direita ou no meio, sem comprometer o desempenho da equipe ou deixar o capitão da seleção brasileira incomodado.

Mas no futebol as coisas mudam muito rápido e o próprio Diniz sabe disso.

Por isso, o duelo da próxima quarta-feira é o mais importante para ele até aqui. Será contra o Palmeiras, no Allianz Parque, onde o clube tricolor jamais venceu. O melhor resultado lá, aliás, foi com Cuca. Um empate sem gols seguido de uma vitória na decisão por pênaltis que valeu vaga na final do Campeonato Paulista.

Será que o atual treinador conseguirá algo melhor?